A"DESCOLONIZAÇÃO"ASSENTOU EM LEI ANÓNIMA AQUANDO DA EXISTÊNCIA DE GOVERNOS PROVISÓRIOS SEM LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL.
O processo da traição:
Este poderia muito adequadamente ser a designação de causa posta em tribunais sobre a (descolonização exemplar).
Talvez mais expressiva do que a da cadeia, será - O JUÍZO DA HISTÓRIA -.
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1975 - OS COMISSÁRIOS MFA E A AGONIA DE ANGOLA.

António da Silva Cardoso:
Com a ânsia do poder o MPLA sob a conveniência e negligência destes comissários enviados de Lisboa pelo MFA, Angola foi ainda mais rapidamente para um banho de sangue.
o Alto Comissariado Português, António da Silva Cardoso, fugiu, abandonou povo e território de Portugal, voou para casa para consultas em Lisboa, ele deixou para trás uma terra rasgada e sangrando. A decomposição dos cadáveres, contaminados, pelas cidades, e falta de abastecimento de água.
O combate entre os movimentos rivais engolia o último território Africano de Portugal e levantou desde o início a perspectiva de uma transição a 11 de Novembro 1975, não ordenada.
Estima-se que 4.000 pessoas, a maioria negros, morreram nos combates desde o início do ano de 1975 até ao dia 11 de Novembro, onde a luta se tinha concentrado na capital, Luanda, e onde grupos rivais eram os duelos de artilharia pesada espalhados por todo o norte e partes centrais do país para o enclave de Cabinda que é rico em petróleo.
Alguns dos mais sangrentos combates ocorreram em torno de Malange, a área de cultivo de café a 250 milhas a leste de Luanda. As autoridades estrangeiras chamaram ao envio de aviões de "ponte aérea de emergência do caos". Os portugueses brancos assustados formaram um enorme comboio de carros, e caminhões, mas a sua rota rodoviária foi considerado tão perigosa que as tropas portuguesas se recusaram a fornecer uma escolta armada ou negavam dessa forma protecção aos portugueses de Malange.
Apesar dos perigos, a maior parte desse comboio chegou com segurança a Nova Lisboa, a segunda maior cidade de Angola, onde já se encontravam 20 mil refugiados brancos à espera de evacuação. Cena caótica. Outros fugiram ao longo da costa do Lobito e para além das fronteiras da África do Sul e Sudoeste da  África.
No norte, mais de meio milhão de angolanos negros que fugiram para o Zaire durante a guerra (no retorno em antecipação da independência foram-lhes cortadas as fontes de alimento e ameaçadas pela fome). Luanda era uma cena caótica as pessoas fugiram dos combates nos subúrbios e lotaram o centro da cidade em busca de protecção.
Milhares de negros atolados nas praias à espera de barcos com destino aos portos mais tranquilos que, ainda, existiam no norte, enquanto os brancos acampados na capital, no aeroporto Craveiro Lopes, clamando pelos voos de Lisboa. Para lidar com a crise de emergência começaram por seis aviões por dia.
Aumentando os voos por dia quando a França se junta ao esforço de evacuação, mesmo assim, era duvidoso que o transporte aéreo fosse capaz de acomodar todos. Praticamente todos os 430 mil portugueses brancos que ainda restavam queriam saír, e ninguém tinha a certeza de quantos africanos de Angola estima-se 5.400.000 negros tentariam sair.
Altas patentes do Movimento das Forças Armadas de Portugal deram o aval ao envio de tropas cubanas e armas soviéticas para Angola em 1975, escreve nas suas memórias Oleg Najestkin, antigo agente secreto soviético.


Rogéria Gillemans


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