A"DESCOLONIZAÇÃO"ASSENTOU EM LEI ANÓNIMA AQUANDO DA EXISTÊNCIA DE GOVERNOS PROVISÓRIOS SEM LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL.
O processo da traição:
Este poderia muito adequadamente ser a designação de causa posta em tribunais sobre a (descolonização exemplar).
Talvez mais expressiva do que a da cadeia, será - O JUÍZO DA HISTÓRIA -.
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ANGOLA, DA TRAIÇÃO AO CRIME.

DO LIVRO "LONGE É A LUA, MEMÓRIAS DE LUANDA -ANGOLA".
A forte revanche contra o Terrorismo levou à extinção dos terroristas e seus líderes, apanhados de surpresa pelo 25 de abril de 1974. Nesse dia, Agostinho Neto encontrava-se no Canadá, questionado por um jornalista sobre esses acontecimentos em Lisboa mostrou-se ser alheio respondendo “Isso é lá coisa deles, são eles que não se entendem”. 

 A população em Angola surpresa tentava compreender os acontecimentos praticados em Lisboa no dia 25 de Abril de 1974, nos primeiros tempos avaliou que seria um desvario e que pronto os responsáveis estariam a contas com a justiça, mas, rapidamente os portugueses de Angola compreenderam a realidade e a dimensão do crime contra a nação, e as suas consequências. Em especial quando começaram a sentir a traição e a infâmia. 
Ainda assim, acreditando que homens honrados assumissem os destinos da nação e os destinos das suas províncias ultramarinas, aguardavam decisões que pudessem levar a uma consulta popular através de "referendo" sobre a decisão dos seus destinos e do destino do território, que desconhecendo tinham sido já transformados em pião de joguete de acordo com simpatias, inclinações políticas, e interesses pessoais dos insurrectos da chamada "revolução dos cravos" e seu séquito de malfeitores que a soldo do comunismo e do socialismo marxista euforicamente deram asas aos seus instintos de crime. 
Por conseguinte, o povo em Angola não foi consultado, nem ouvido, os seus direitos indiscutíveis não foram considerados, as leis não foram respeitadas, dado que a Constituição vigente da nação foi rasgada para dar lugar a qualquer escrita feita em cima do joelho de acordo com os propósitos de crime a realizarem sobre as províncias ultramarinas, sobretudo Angola, desde sempre cobiçada e disputada pela Rússia, pelos EUA, e outros inimigos de Portugal. 

Não restam dúvidas que o golpe militar comunista contra a Nação visava unicamente a sua mutilação e a entrega de Angola aos russos, era nesta província portuguesa que o crime de traição seria concluído. Essa realidade foi vivida de forma dramática por um povo inteiro. 
Rosa Coutinho o "almirante vermelho" comandante de fragata que se auto-promoveu a almirante saltando por cima de várias hierarquias militares, foi nomeado alto-comissário para Angola, personagem escolhido pela sua índole criminosa, cujo objectivo e ordens era entregar Angola ao colonialismo soviético via cubanos, para assim colocaram no poder o fantoche e criminoso MPLA, do qual eram seus apoiantes; Alvaro Cunhal, Mário Soares, e outros criminosos, como a colaboração dos majores Pezarat Correia, Emídio da Silva, e de um capitão Batalha, figuras sem escrúpulos gratas ao grupo da tropa fandanga "MFA" e à esquerda comunista,e principalmente do comandante Correia Jesuíno mentor e controlador da comunicação social, isto é, das notícias pré-fabricadas para enganar as massas. 
A escolha de Rosa Coutinho para alto-comissário de Angola foi deliberada pelo grupo MFA/ esquerda comunista, e o seu envio tinha como objectivo enfraquecer ou eliminar qualquer foco de reacção da parte da população portuguesa branca, euro-africana e africana, que alheios aos acontecimentos em Lisboa com certeza reagiriam e poriam em causa os objectivos criminosos. Como foi expresso pelo apátrida Mário Soares numa entrevista ao "Der Spiegel" - Nº 34/1974 - onde explicitou que os militares de Abril enviados para Angola tinham recebido ordens para dispararem sobre a população, em caso de qualquer situação que atentasse contra os objectivos que se propunham realizar em Angola, em especial "Atirarem sobre os portugueses brancos".
Mário Soares que deambulava alegremente pelas ruas de Paris, (fiel perdigueiro de Álvaro Cunhal que vivia em Moscovo), e conhecido entre outros adjectivos como "homem das mil caras" e, "oportunista", ligado a Cunhal na mesma doutrina, no mesmo delírio sobre a mutilação e destruição de Portugal, na mesma sede do poder a qualquer custo, nos mesmos préstitos de serviços ao estrangeiro (dos quais recebiam benefícios), contra Portugal, e no mesmo ódio que nutriam contra os portugueses. Homens sem escrúpulos, que não olhavam aos meios para atingirem os fins.
 *P.94

A cor política, o ódio, e o desejo de vingança que Rosa Coutinho alimentava contra a FNLA eram bem conhecidos em Luanda. E foi assim, desta forma, que lhe foi oferecida a oportunidade da vingança. Com efeito, quando à frente dos Fuzileiros como comandante na região do rio Zaire foi capturado por forças de Holden Roberto levado preso para uma base da FNLA do outro lado da fronteira, aonde passou o vexame de ter sido espancado e metido dias seguidos totalmente nú dentro de uma jaula pendurada numa árvore sendo alvo de todo o género de detritos (até fezes lhe atiraravam para cima, segundo constou na época) e da risota geral por parte dos elementos da FNLA. 
Mas, a razão maior desse ódio foi porque o estupraram, e em público, dito por um dos seus camaradas dessa época (os relatos desse episódio são omissos em alguns pontos), foi libertado por negociações entre as autoridades portuguesas (PIDE/DGS) e a FNLA. E um povo inteiro pagou pelo seu rancor, e pela ganância de outros mais. O "almirante vermelho" encobria à população o desembarque dos técnicos militares soviéticos, e cubanos, em Luanda, durante a noite, nos meses que se seguiram à sua chegada.
A população de Luanda testemunhava as suas presenças que transitavam livremente pelas ruas da cidade e davam entrada ou saída do Museu de Angola, transformado em sede do MPLA e residência provisória dos cubanos, enquanto os técnicos russos se encontravam instalados no Hotel Presidente (junto ao largo Diogo Cão, e da Alfândega do porto, na Av. Paulo Dias de Novais, Marginal de Luanda), passariam a ocupar as casas dos portugueses, que eram de imediato requisitadas pelo MPLA umas para Embaixadas, outras para residências dos cubanos e dos russos, há medida que iam ficando desabitadas e fechadas pela fuga dos seus proprietários.
*P.95

Depois da "Independência" Coutinho abriu em Lisboa uma Agência de Recrutamento de Mercenários que durante anos enviou para ajudar o MPLA não se sabe se na formação das tropas, ou, se mesmo para combates ou missões especiais. Ganhou com isso muito dinheiro (e não foi o único a enriquecer com a guerra em que mergulharam Angola), mas o medo dele sempre foi tal, que até a porta do seu escritório perto do Marquês de Pombal tinha uma blindagem tipo cofre-forte e não andava em lado nenhum sem segurança e sempre que podia ia relaxar o stress para Angola para junto dos seus amigos agradecidos pelo seu "excelente trabalho"... 
Já velho e caquéctico vivia prisioneiro dos seus crimes, quase não saía à rua, não fosse cruzar-se com algum que o reconhece-se e fizesse ajuste de contas, a última entrevista que deu sobre os seus crimes, foi em pijama na sua residência. 
Leonel Cardoso, (outro canalha) que viria a substituir Rosa Coutinho no cargo de alto-comissário português e, que, também, seguiu fielmente as instruções dos seus camaradas comunistas, e desempenhou na prática um papel igualmente pernicioso para o todo o povo e o futuro de Angola. Segundo ainda informações sobre o "almirante Vermelho" um dos maiores responsáveis por tudo o que se passou em Angola, disso não há dúvidas, conjuntamente a Mário Soares e outros canalhas da mesma índole. 

 Em Angola desde 1965 a paz estava instaurada. Os massacres ocorridos no mês de Março nos dias 15/16 de 1961 à causa do Terrorismo Internacional, foram imediatamente controlados, e as populações dessas zonas martirizadas regressaram passados poucos meses para reconstruírem o que os terroristas tinham destruído, e edificar novas obras, ao ponto que os EUA principal responsável e financiador desses actos de barbárie, (como grande perdedor), ficaram de tal forma surpreendidos com a rápida acção na eliminação do terrorismo, e no controle do território pelo exército português da altura, e com a colaboração e participação da população civil, que procuraram informações sobre as tácticas usadas, que neste caso não coube o mérito só ao Exército Português desse ano, mas, também, à população de todas as etnias em Angola; europeus, euro-europeus e africanos igualmente vítimas das atrocidades praticadas por terroristas, na maioria estrangeiros, que entraram para Angola só para matar e destruir, e com os quais não se identificava. Persistiam alguns pés descalços, esfarrapados, e esfomeados, com armas nas mãos que davam alguns tiros para de seguida fugirem e esconderem-se nas matas.
 *P.96

 Os militares que continuavam a ser enviados por Lisboa a partir de 1961 até Junho de 1974 eram como garante da continuação da paz instaurada e da integridade da Nação (visto que os EUA, a Rússia e a China continuavam a visar Angola pelas suas fontes de riquezas naturais). 
A maior percentagem das mortes dos militares ocorridas em Angola, foram à causa de acidentes vários, os registos das causas das suas mortes encontram-se nos arquivos do Estado-Maior do Exército Português, e, podem ser consultados. Não se pode afirmar a existência de uma guerra (como afirmam de conveniência aos seus interesses, sem pejo, e com descaro, os oportunistas criminosos de Abril) em território onde toda a sua população vivia, dormia, e trabalhava com ordem e em paz, e onde se desenrolada o progresso diário a um ritmo impressionante de ponta a ponta de todo o território. 
Se o Chefe da Nação, Prof. Dr. António de Oliveira Salazar, teve a hombridade e a humanidade em proteger o povo de Portugal da morte, e a todo o custo instaurar a paz, os ilusionistas do comunismo e do socialismo sonhavam com a destruição, a morte e o enriquecimento fácil pelos assaltos, roubos, as prisões arbitrárias, as torturas, e o sofrimento infligido a seres humanos inocentes. Não é difícil ter o conhecimento onde se escondia a verdadeira e feroz ditadura, em cujo ideário lhes pesam o contributo activo para o "Genocídio" desse mesmo povo, pela guerra exportada, e pelos dramas impostos a milhões de portugueses que viviam e trabalhavam pacificamente.

 Do Livro "LONGE É A LUA" - Memórias de Luanda-Angola,de Rogéria Gillemans. Op. cit.,P.93 a 97, ISBN 978-989-20-1341-1.

NOTA- (Reservado o direito de autor, previsto e protegido pela Lei, como tal, a sua cópia total ou parcial não autorizada, é um acto ilícito, passível de acção, previsto na Lei!)

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