A CHAMADA "DESCOLONIZAÇÃO" ASSENTOU EM LEI ANÓNIMA AQUANDO DA EXISTÊNCIA DE GOVERNOS PROVISÓRIOS SEM LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL.

O PROCESSO DA TRAIÇÃO: Este poderia muito adequadamente ser a designação de causa posta em tribunais sobre a (descolonização exemplar). Talvez mais expressiva do que a da cadeia, será - O JUÍZO DA HISTÓRIA -.

OS REFUGIADOS DE ANGOLA E A RESPOSTA INTERNACIONAL.

A saída dos portugueses de Angola começou em Agosto de 1974. No mês de Maio de 1975 perante a catástrofe humana, começaria a ser pensada na chamada "Ponte Aérea" que teve começo no início de Junho até início de Dezembro do mesmo ano!

Neste artigo abordarei este tema para divulgar alguns dados que constam de relatórios oficiais.
Em 25 de Abril de 1974 já existiam no então Ministério do Ultramar dois núcleos de apoio a desalojados. O primeiro era a Comissão Administrativa e de Assistência aos Desalojados (CAAD), que fora criada para resolver problemas de pessoas que vinham da Índia Portuguesa; outro era o Centro de Apoio aos Trabalhadores Ultramarinos (CATU), que apoiava os trabalhadores cabo-verdianos.
Em Junho de 1974 começaram a chegar pessoas a Lisboa vindas de outras ex-colónias, nomeadamente da Guiné e de Moçambique, em número reduzido, mas já indicativo de alarme. Por isso foi criado um terceiro núcleo, designado por Grupo de Apoio aos Desalojados do Ultramar (GADU), o qual prestou auxílios de emergência. Este Grupo desenvolveu actividades crescentes perante o crescente afluxo de pessoas e famílias. Esse afluxo mostrou-se muito grave logo no início de 1975 e o GADU não encontrou respostas necessárias nas diversas estruturas da Administração Pública, as quais resolveram ignorar o problema.
Perante as dimensões da catástrofe surgiu a resposta Internacional em apoio e ajuda de vários países, e foi preciso criar um serviço que desse respostas, e assim foi criado o Instituto de Apoio aos Refugiados Nacionais de África (IARN).
Ajuda negada pelo “governo’ da época porque os “desalojados” eram seres indesejáveis, porque vinham reduzir ou eliminar a supremacia das influências dos que pretendiam instaurar em Portugal um regime autoritário de esquerda-marxista.
Em Outubro de 1975 foi criada a Secretaria de Estado dos Refugiados, “Retornados”, integrada no Ministério dos Assuntos Sociais, a qual passou a tutelar o IARN. Alguns indicadores dessas actividades:

– De Junho de 1975 a Novembro de 76 foram recebidas pelo, IARN, 275.599 pessoas de Angola, das quais 173.982 transportadas em 905 voos da ponte aérea com origem em Luanda e Nova Lisboa, e 101.617 chegaram a Portugal pelos seus próprios meios.
Em Abril de 1976 foram recebidas mais 11.000 pessoas de Angola, transportadas em mini-ponte aérea com origem em Windhoec- Namíbia.
De Moçambique foram recebidas no aeroporto de Lisboa 30.194 pessoas e de Timor 1.525.

Dos quase 4 milhões de contos recebidos da ajuda Internacional foram apresentadas estas contas:

SUBSÍDIOS DE EMERGÊNCIA – De Janeiro de 75 a Agosto de 76 foram concedidos subsídios no valor de 887.116 contos.

ALOJAMENTO – Em Dezembro de 76 e através de 1.457 estabelecimentos espalhados pelo país, encontravam-se alojadas 71.568 pessoas por conta do IARN, com diárias que variavam entre 270$00 (mínima) e 875$00 (máxima). Destas, 35.269 estavam alojadas na área de Lisboa.

HABITAÇÃO – 4.053 inscrições para procura de habitação, mas com oferta praticamente nula.

EMIGRAÇÃO – Dado o apoio 5.266 agregados familiares compostos por 12.642 pessoas, que emigraram. Destas, 94,2% emigraram para o Brasil e as restantes para 28 países diferentes.

APOIO À INFÂNCIA, 3.ª IDADE E DEFICIENTES – Apoio a 502 casos de crianças e idosos sem família. Apoio a 837 crianças colocadas em instituições de assistência ou agregados familiares receptores. Apoio a 609 deficientes.

APOIO A FUNCIONÁRIOS – Concedidos 265.300 contos como adiantamentos a funcionários que pediam ingresso no Quadro Geral de Adidos, criado com finalidade de integração dos funcionários ultramarinos na Administração Pública.

EMPRÉSTIMOS PARA INTEGRAÇÃO – Emprestada a importância de 121.787 contos para pequenas iniciativas. Estes empréstimos feitos pelo IARN não se confundem com os feitos pelo Comissariado para os Desalojados, a quem faremos referência mais adiante.

BAGAGENS E VIATURAS – Recebidos 516.268 m3 de bagagens e 22.774 viaturas.

TRANSPORTES – Do aeroporto da Portela para diversos destinos: 34.144 pessoas em 546 autocarros alugados; 34.197 volumes com 124.563 m3 manuseados e transportados; 11.952 volumes com 17.971 m3 manuseados e transferidos de armazém para armazém em Lisboa.

PRESTAÇÕES SOCIAIS – 120.733 processos de desemprego organizados e um dispêndio de 3.209.546 contos; 318.742 contos de abono de família; 348.257 contos de prestações complementares.

BOLSAS DE ESTUDO – 4.324 bolsas para ensino superior, no valor de 78.939 contos; 64.200 contos de auxílios a estudantes de outros graus de ensino.

GÉNEROS – (auxílio nacional e estrangeiro) – Recepção, armazenagem e distribuição de 16.214,5 toneladas de géneros recebidos do estrangeiro e 117,8 toneladas de géneros de origem nacional.

ROUPAS E CAMAS – Distribuídas 224.287 peças de vestuário, 158.713 peças de roupa doméstica, 570 camas e 972 colchões.
___________

Actividades desta envergadura exigiram serviços complexos, extensos e de difícil coordenação e direcção.
As carências aumentavam diariamente atingindo dimensões e características ingovernáveis.

As Associações dos desalojados de Angola eram activas e contestatárias. A situação tornou-se insustentável e, perante a pressão das Associações e sob sua proposta, a Secretaria de Estado dos refugiados foi extinta e, em sua substituição, foi criado em 10 de Setembro de 1976 o Comissariado para os Desalojados, dirigido por um Alto-Comissário , o então coronel, Gonçalves Ribeiro assessorado por pessoas indicadas pelas associações e aceites pelo governo da época.
O Comissariado tinha uma leve estrutura de serviços em Lisboa, e nos Açores e Madeira teve Comissões Regionais, uma Comissão Distrital em cada distrito e uma Comissão Concelhia em cada Município. Integrei-me então na equipa do Coronel Gonçalves Ribeiro, por proposta das Associações e requisitado ao Quadro Geral de Adidos, a que pertencia. Nessa equipa dirigi as tais Comissões Regionais, Distritais e Concelhias.
A primeira preocupação do Comissariado foi caracterizar o problema. Para isso fez o recenseamento dos desalojados em todo o território nacional, São interessantes alguns dos números registados, mas que não correspondem ao número real:

a) Recenseados cerca de 500.000 desalojados correspondentes a 150.000 famílias.

b) Cerca de 110.000 activos estavam desempregados.

c) 71.568 alojados por conta do Estado, com um dispêndio diário de cerca de 20.000 contos.

d) A maior parte não tinha habitação própria.

e) A percentagem média nacional entre a população residente e a população desalojada atingia cerca de 6%, elevando-se a cerca de 11% no distrito de Bragança (máximo) e atingindo o mínimo de 1,38% no distrito de Évora.
Estes indicadores pecam por defeito, porque muitos dos desalojados já tinham emigrado e cerca de 2% não se recensearam.
Perante estes dados e outros que aqui não são referidos, o Comissário definiu os seguintes princípios de actuação:

1.º - O problema dos desalojados, pelas suas características e dimensões era um problema nacional muito grave. Sendo um problema nacional tão grave, deveria ser solucionado por todas as estruturas da Administração Pública.

2.º - O Comissário actuaria como órgão de estudo e acompanhamento do problema, como dinamizador das estruturas normais do Estado e como executor, em acção supletiva, nas áreas em que as estruturas normais do Estado ainda não actuassem.

3.º - Consequentemente, o Comissariado transferiria a pouco e pouco as suas atribuições para os serviços vocacionados do Estado tradicionais até à sua própria extinção, que se desejaria o mais rápido possível.
Com base nestes princípios e em programas específicos, assim trabalhou.
No Programa de Crédito para criação de novos postos de trabalho, o mais conhecido, até junho de 79 tinham sido realizadas 7.799 operações no valor global de 13.951.053 contos, dos quais 8.163.451 contos (41,5%) financiados pelas instituições de crédito. Estas operações de financiamento tiveram grande impacto em todo o País, que viu multiplicarem-se iniciativas de desalojados por todo o lado. Só em dois dos 305 Municípios as comissões Concelhias respectivas não conseguiram ultrapassar dificuldades para ali receberem essas iniciativas.
Os outros programas também funcionaram bem, excepto o de Habitação.
Com muitas dificuldades, os problemas foram sendo reduzidos até que puderam ser transferidos para as estruturas normais do Estado e o Comissariado foi extinto em 1979.
Quem desejar mais pormenores sobre estas actividades pode consultar os Relatórios para os Desalojados.

A ajuda internacional. Foram recebidos auxílios em espécie e em fundos. Quanto à ajuda em dinheiro, registou-se o seguinte: Holanda, 48.300 contos; Suécia, 63.000 contos; Noruega, 4.803 contos; E.U.A.; 1.078.115 contos; Grécia, 7.000 contos; Suíça, 45.000; Austrália, 1.100 contos.
O Conselho da Europa, através do Fundo de Reinstalação, emprestou 2,5 milhões de contos.
Outras organizações estrangeiras doaram fundos no valor de 11.500 contos. O total cifrou-se à volta de 1.258.818 contos, mais o empréstimo do Conselho da Europa.
A Caritas e outras organizações não governamentais também receberam fundos de instituições similares estrangeiras, nomeadamente da Alemanha e da Suíça, que aplicaram directamente em programas seus.
É justo endereçar aos desalojados o êxito da integração. Perante a adversidade, agiram com determinação, como já tinham demonstrado em África, mostraram competência, melhoraram todos os sectores no País como alavanca de progresso e substituíram o estigma de “retornado”, que quiseram colar-lhe em título de que muito se orgulham.

Pelo Dr. J. M. Marques Leandro
(Ex-Secretário de Estado da Administração Local)


Nota:
Milhares de Refugiados ou Desalojados de Angola, não receberam ajuda de nenhuma espécie. Centenas de Milhares de contos foram parar a bolsos de quem nunca esteve em Angola.



Rogéria Gillemans


OS PORTUGUESES DO ULTRAMAR

E A SUA CONTRIBUIÇÃO NA VALORIZAÇÃO DA SOCIEDADE PORTUGUESA.

O êxodo maciço dos portugueses de Angola desde o início de Junho a início de Dezembro de 1975, cinco meses e meio, para evacuar mais de meio milhão de pessoas que tomaram parte dos voos da chamada "Ponte Aérea" que os desembarcavam diariamente no aeroporto de Lisboa em contingentes sucessivos. 

São suficientemente conhecidas as deploráveis condições em que os Portugueses de Angola chegaram a Portugal, alguns apenas com as roupas que tinham vestidas no momento do embarque, por não terem tido tempo nem possibilidade de voltar aos lares de onde tinham sido expulsos a ferro e fogo, para salvar as vidas, ou porque fugiram em pijama das suas casas durante a noite quando dormiam. Outros nem o relógio de pulso ou aliança do casamento deixados em cima da mesinha de cabeceira puderam trazer. As suas casas ficaram com todo o recheio, as despensas das cozinhas e os frigoríficos abastecidos. 

Para esboçar o retrato desses portugueses serve um estudo realizado por um grupo de universitários prefaciado por uma Secretária de Estado de um dos Governos pós 25 de Abril, editado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento, para nesse momento e nesse local, traçar um RETRATO DE CORPO INTEIRO dessa Gente Honrada, de Trabalho, de Querer e de Dar,  e da sua contribuição para a revitalização e valorização da sociedade portuguesa. 
* O apuramento realizado pelo Instituto Nacional de Estatística em 1978, citado pelo referido grupo de universitários no estudo que consultámos, referia a existência de 505.078 portugueses brancos entrados no país e inscritos como «retornados do Ultramar». 

Em termos percentuais esses 505.078 portugueses representavam pouco mais de 5% do total da população nacional. Este número corresponde apenas aos portugueses que se inscreveram, já que o número de portugueses brancos em Angola era superior, do último recenseamento efectuado em 1973 constavam  670 mil brancos em Angola; no mês de Agosto de 1974, 30.000 portugueses fogem para Lisboa, e a partir de Fevereiro de 1975 registavam-se contínuas saídas, ainda que de algumas dezenas de portugueses para Lisboa e para outros países: África do Sul, Canada, EUA, Brasil, Argentina, Venezuela, Inglaterra, França, Austrália, etc... 
A partir de Abril e Maio, em especial a 3 de Junho de 1975, começava o grande êxodo nos voos de Luanda para Lisboa. No Aeroporto de Luanda encontravam-se centenas de portugueses fugidos das cidades do interior sob a protecção e cuidados da Cruz-Vermelha há espera de transporte. A Ponte Aérea criada pela urgência da saída dos milhares de portugueses. 

Moçambique: Portugueses brancos 250 mil, embora centenas de portugueses de Moçambique optaram por outros países. Alguns milhares de portugueses de Timor; alguns de Cabo–Verde, Guiné, São Tomé e Príncipe, perfaziam 1 milhão de refugiados na Metrópole (Portugal). Milhares de portugueses do Ultramar, caso específico de Angola, não se registaram, foram acolhidos pelos seus familiares nas aldeias, vilas, e cidades do país. Quer sejam os que vieram antes do início da Ponte Aérea, como muitos que vieram nos aviões da Ponte.
505.078 refugiados (não correspondem há realidade) trata-se de número fornecido durante a imposição do comunismo/socialismo autores do Drama e dos Crimes em que mergulharam as Províncias Ultramarinas, o número real de refugiados não lhes era conveniente divulgar.
Ainda assim, segundo essa Estatística baseada em 505.078 portugueses refugiados, um pouco mais de metade, exactamente 298.968, eram nascidos ou oriundos da Metrópole, e portanto os restantes 206.110 eram portugueses nascidos nas províncias ultramarinas. Por enquanto trata-se apenas de distinguir entre portugueses oriundos da Metrópole que regressavam ao país de origem ou de opção, e portugueses nascidos nas Províncias Ultramarinas e aos quais, e só por isso, pela perfídia de uns e crimes de outros, parecia querer negar-se a qualidade de, também, serem portugueses... 

Porém, o que é realmente importante, e mostra insofismavelmente que esses portugueses vieram rejuvenescer e evoluir a sociedade portuguesa, é a observação desses dados estatísticos quando entra na discriminação etária, cultural e profissional dos portugueses das províncias ultramarinas. Assim, sob tais aspectos, verifica-se que: daqueles 505.078, 65,5% tinham menos de 40 anos e constituíam portanto uma parcela válida. Mas acima dos 40 e até aos 64 anos a percentagem era de 29,8% - todos sabem como no Ultramar os homens até aos 60 anos eram uma das parcelas mais válidas das populações, senão em energias físicas pelo menos em saber e experiência acumulada. Além disso, do seu total, 52,74% eram homens e apenas 47,26% mulheres — o que pressupõe uma maioria de braços válidos para o trabalho. Porém, um dos aspectos mais importantes desta notação estatística, é aquele que refere que a população que fugiu à guerra era em regra profissional e intelectualmente mais bem preparada do que a da metrópole, pois que do recenseamento efectuado, resultava que: 48,4% tinha instrução primária (numa época em que na metrópole havia mais de 26% de analfabetos); e dos restantes 51,6%, descontando apenas 6,5% de não-alfabetizados constituídos, exclusivamente, por crianças com menos de 8 anos de idade, havia 8,5% de possuidores de cursos superiores incluindo médicos, professores universitários, investigadores, engenheiros, advogados, etc., e mais de 30% possuíam cursos médios, secundários e profissionais. Uma percentagem elevada falava no mínimo duas línguas português e inglês. 

Com a entrada dos portugueses do Ultramar, a sociedade portuguesa foi subitamente enriquecida com mais de 5.000 mil engenheiros, arquitectos e técnicos dos mais elevados graus e ramos da engenharia civil e de minas, de industrias transformadoras e outras; cerca de 1.800 biólogos, agrónomos, investigadores dos ramos fisico-químicos e similares; quase 13.000 professores e outros docentes de todos os ramos do ensino, desde o primário ao universitário; 325 navegadores, pilotos e outro pessoal especializado da navegação aérea e marítima; cerca de 16.000 quadros de serviços administrativos e outros, desde estenógrafas a operadores de informática. No sector da produção, a força do trabalho metropolitana foi enriquecida com mais 13.000 mecânicos especializados; cerca de 7.000 serralheiros civis, montadores de estruturas metálicas, caldeireiros e profissões similares. 

A construção civil, cuja maior força de trabalho tinha emigrado para os países da Europa, foi enriquecida com 13.000 pedreiros, carpinteiros e outros profissionais dos mais diversos ramos. As indústrias transformadoras foram enriquecidas com mais 12.000 operários especializados, desde os ramos têxtil ao da alimentação e bebidas, da mecânica fina ao mobiliário. O sector dos transportes viu-se repentinamente valorizado com a entrada de mais 13.000 condutores de veículos pesados e de transportes públicos. No sector agro-pecuário surgiram mais 16.000 capatazes e condutores de trabalhos agrícolas, de maneio e tratamento de gados ou de exploração florestal, em escalas que, em muitos casos, não eram conhecidas neste país. 
Vieram ainda cerca de dez mil trabalhadores dos ramos de hotelaria, restaurantes e similares, cozinheiros, ecónomos e outros. Porém, e talvez mais importante ainda que as suas especializações profissionais, os portugueses brancos das Províncias Ultramarinas trouxeram à força de trabalho: a contribuição valiosíssima da disciplina, da produtividade, da assiduidade, que rapidamente os distinguiram (e não raro os tornaram detestados...) num ambiente em que apenas se falava de postos de trabalho... mas não se trabalhava; em que o absentismo ascendeu a taxas inconcebíveis, em que os locais de trabalho se transformaram em centros de organização de manifestações vermelhas, e de rua, a propósito de tudo e de nada. 

Estes dados e números, serão suficientes para desfazer a desinformação acerca do valor e, das qualificações profissionais sobre os Portugueses do Ultramar. Na realidade, e a despeito da Tragédia e das desgraçadas condições em que se desenrolou a sua fuga de Angola para Portugal por opção pelas circunstâncias, o fluxo destes portugueses constituiu na realidade um indiscutível e precioso factor de valorização da sociedade portuguesa em praticamente todos os sectores da vida nacional. Na realidade foram a força motor para a evolução do país. Ademais a isso estavam habituados, além-mar transformaram as selvas em civilização, em produção e em progresso.




                                             Rogéria Gillemans.

PORTUGUESES DESAPARECIDOS EM ANGOLA.

AQUANDO DAS PRISÕES DOS PORTUGUESES PELA DISA, MPLA, EM 1975, 
ANGOLA ERA AINDA SOB A SOBERANIA PORTUGUESA:

Em Março de 1975 já haviam portugueses presos ( perante a indiferença daqueles que constituíam as chamadas "autoridades portuguesas" ) e enviados para o Forte de São Nicolau, em Moçamedes. Em Abril de 1975 era voz corrente em Luanda que a Tourada estava cheia de presos, dezenas deles, portugueses.
Nos meses de Junho, Julho e Agosto de 1975 em Luanda haviam portugueses presos de várias idades entre os 18 e os 65 anos, na Tourada, na Fortaleza de São Pedro da Barra em Luanda, entre o Cacuaco e Qifangondo, e outros locais.
Houve quem resgatasse familiares presos em Luanda e enviados para a Tourada, pagando com dólares a sua liberdade.
*A exemplo de um jovem estudante de 22 anos de idade português branco natural de Luanda, preso em Agosto de 1975 na sua casa no bairro de Alvalade, e levado para a Tourada, sem saber o motivo da sua prisão. Iam para prender o pai, na ausência deste, prenderam o filho, a causa:
- O pai era amigo pessoal de Jonas Malheiro Savimbi.
O pai teve que comprar a liberdade do seu filho pagando com um valor muito alto, em dólares, por exigência dos criminosos da DISA, MPLA.

Os motivos das prisões passavam desde a cor dos olhos que não eram do agrado de um dos elementos da DISA, MPLA, ou de outros criminosos, a forma de vestir, uma casa cobiçada, um carro, extorsão de dinheiro, ser de raça branca, ser português, ordens recebidas dos soviéticos, cubanos, ou os assassinos que davam largas aos seus ancestrais sentimentos sanguinários de crimes e de ferocidade sob a mão protectora de outros criminosos: Rosa Coutinho-MFA, Silva Cardoso-MFA, Leonel Cardoso-MFA com a bênção dos criminosos em Lisboa.
A forma de extorsão de dinheiro aos familiares raiava o inconcebível, se um inocente preso e às mãos de assassinos natos, era o maior drama das famílias em Angola, a forma de libertarem esse familiar chocava todo o ser humano e ultrapassava o imaginário. Era o golpe de misericórdia a essas famílias.
Tinham por força que arranjar os valores exigidos, fosse da forma como fosse.
Valores que ultrapassava sempre as possibilidades económicas das famílias, para a libertação do seu familiar, ou familiares. Na impossibilidade dos valores exigidos, e dos métodos engenhosos de suborno falharem, os presos acabariam nas masmorras das prisões até há morte pelas torturas, fuzilamento, por doenças e falta de assistência médica, ou de fome e de sede.

1975, a DISA, MPLA, em Angola: O terror, os crimes, as prisões arbitrárias, o flagelo das torturas, a morte:
O serviço sujo da secreta continua actuando para identificar as lideranças das organizações cívicas, partidos da oposição e acompanhando até nas suas movimentações, quando se deslocam para o estrangeiro em serviço ou privado.
O aparato repressivo dos tempos da tenebrosa "Disa" continua praticamente intacto embora já tenha mudado dezenas de vezes de nome para iludir e confundir os menos atentos.
Ainda até hoje, torturadores famosos como: Colombo, Veloso, Mário Matine, Damião, Onambwé, Carlos Jorge e tantos outros, que falsificavam ordens de expulsão, para correrem com os cidadãos portugueses e no dia seguinte se apoderavam de seus bens como: Apartamentos, vivendas, barcos de recreio, carros e outros bens pessoais, continuam no activo.
Alguns desempenhando funções na administração pública, infiltrados na maioria dos ministérios, escolas primárias, liceus, igrejas e até mesmo na área da segurança.
Quando são abordados nem se mostram arrependidos e a única coisa que dizem é sempre a mesma, ( Camarada isto é passado, vamos esquecer isso ).

Quanto se sabe até hoje nenhum foi punido, prestou qualquer esclarecimento público ou fez um pedido de desculpas. O que se nota é que alguns até acabaram por ser privilegiados com patentes e trofeus, tal como se distinguiam os bons caçadores do antigamente.
Em todos os partidos da oposição e organizações cívicas há espiões que até se preocupam com coisas tão fúteis, como: um simples telefonema de um amigo que vive no estrangeiro, qual é o jornal que este ou aquele cidadão lê com maior frequência e qual é o seu circulo de amizade.
Para além de serem os promotores de crises dentro e fora de partidos da oposição, são bem preparados e infiltrados em todos os meios para fins desestabilizadores.
Isto configure que o aparato repressivo está sempre presente em todo o momento e vida do cidadão angolano.
São conhecidas de perto as práticas de infiltração e neutralização, porque os agentes da secreta se articulam de forma muito visível para quem é atento.
Eles aparecem antes e depois das tentativas de greves ou qualquer protesto estudantil que o regime nunca permite e nem tolera.
Os arquivos sobre os assassinatos de presos inocentes portugueses brancos, ou africanos, alguns acabaram por ser queimados nos quintais de Onambwé e de outros, para não permitir qualquer exame de DNA para se identificar os mortos reivindicado por várias famílias, muitos corpos estão dados como desaparecidos.

Uma breve lista de portugueses desaparecidos em Angola:

PORTUGUESES PRESOS PELO MPLA( 365 ); PORTUGUESES DESAPARECIDOS EM ANGOLA (263).

Almeida — Preso no início de 1977.
Baltazar — Libertado em 1977.
... dos Santos — Preso a 7/8/1975. Era dono de um super mercado que abastecia todos os movimentos. Estava desaparecido
Mateus — Expulso em Maio de 1977.
Seixas — Preso em Abril de 1978 em Cabinda.
... Xavier — Ex-administrador de posto. Preso — Data desconhecida.
... Jardim — Terá falecido de maus tratos em 1976
... Alves Ferreira — Preso e libertado em 1978.
... Santos — Preso em Janeiro de 1976.
... Soares — Preso em Março de 1976. Gerente do Hotel Negage.
... Teixeira — Preso em Janeiro de 1976.
... Vasconcelos — Preso em Janeiro de 1977 e libertado em Março de 1977.
Abel Dias — Data de prisão desconhecida. Estava desaparecido desde 29/7/1975.
Abel Pereira Fernandes — Data e local desconhecidos.
Abel Rodrigues de Oliveira — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Abílio dos Santos — Preso. Data desconhecida. Em Conda-Vila Nova de Seles.
Abrão Lincoln Pereira Mendes — Expulso em Julho de 1978.
Acácio Augusto Lima Alves — Libertado em Janeiro de 1978.
Adeodato Rui Barreto — Preso. Data e local desconhecidos.
Álvaro Barbosa Amabílio Gouveia da Silva — Preso. Data e local desconhecidos.
Amândio Manuel Barceló Carreiras — Preso. Data e local desconhecidos.
Acácio José Geraldo — Preso. Data desconhecida. Em Cacolo-Lunda.
Acrísio Lopes e mulher — Presos. No início de 1976. No Lobito.
Adalberto Manuel Ferreira — Preso. Data desconhecida. No Bungo.
Adelino Alves Durães e Maria Sebastiana Valadas Durães — Presos em Junho de 1976 e expulsos em 1977.
Adelino Francisco Abreu e irmão José Augusto Abreu — Presos. Data desconhecida. Em Vila Massano de Amorim. Caiengue — Huambo.
Adelino Rodrigues Rica — Preso e expulso em 1977.
Adelino Tavares da Silva — Data de prisão desconhecida. Libertado antes de Janeiro de 1976.
Agostinho Alberto Varandas — Expulso em Abril de 1978.
Agostinho Herculano — Preso em Outubro de 1976.
Agostinho José Alexandre — Expulso em Maio de 1977.
Agostinho Paulo Pereira — Expulso em Agosto de 1977.
Aguinaldo Francisco de Oliveira — Preso. Data e local desconhecidos.
Aires dos Santos — Preso em Fevereiro de 1977, expulso em Agosto.
Albano Neves e Sousa — Data desconhecida. Em Luanda.
Albano Nogueira — Preso a 29 de Julho de 1975. Em Luanda.
Albertino Gil Delgado — Preso. Data desconhecida. Na Quibala.
Alberto Maia Gabriel — Preso. Data desconhecida. No Luso.
Alberto Martins Rodrigues Marcos — Preso em Agosto de 1978. Dono de uma fazenda.
Alberto Mendes Branco — Preso em Novembro de 1976, libertado em Março de 1978.
Alberto Pacheco — Preso em Novembro de 1976 e libertado em Março de 1978. Geólogo, foi presidente da comissão directiva de Geologia e Minas de Angola.
Alcino Ferreira da Costa e Sá — Preso. Data e local desconhecidos.
Aldemiro Joaquim de Almeida Pereira — Preso. Data desconhecida. No Lobito.
Alexandre Nunes Lagos — Preso. Data desconhecida. Em Nova Sintra.
Alfredo D. Júnior — Preso pós-independência, expulso em Julho de 1977. Foi responsável da Emissora Oficial de Angola.
Alfredo Ferreira de Oliveira — Preso em Setembro 1975. Expulso 27/9/1977.
Alfredo Gonçalves Bessa — Preso. Data desconhecida. Em Novo Redondo.
Alfredo Oliveira e Silva — Expulso em Junho 1978.
Alfredo Velho Rodrigues — Em Dezembro de 1975. Em Quicu-lungo.
Alice — Professora.
Alípio Madeira Manaia — 5/4/1975. Desapareceu no percurso Luanda-Cela.
Alípio Neves dos Santos — Preso em Novembro de 1976, libertado em Junho de 1977.
Allecenes Nogueira — Preso. Julho de 1975. Local desconhecido.
Álvaro de Matos — Preso. Data desconhecida. Em Benguela.
Amadeu Ribeiro Soares — Expulso em Setembro de 1977.
Amadeu Teixeira Alves — Preso. Data desconhecida. Na Gabela.
Amadeu Vieira Pereira — Preso a 27/8/1975. No Lubando. Militar do Exército.
Amândio dos Anjos Rego — Preso. Data desconhecida. No Uíge.
Amândio Lopes — Preso. Data desconhecida. Em Choa-Ebo, Quanza-Sul.
Amaro dos Santos — Preso em Abril de 1977, expulso em Julho.
Amável Mendes Simões — Preso no primeiro trimestre de 1976.
Américo Ataliba Santos do Nascimento — Preso em Março de 1976.
Américo Augusto Doreta — Preso em Novembro de 1976, e libertado em Março de 1977.
Américo Cardoso Botelho — Preso em Fevereiro de 1977 e expulso em finais de 1980. Autor do livro Holocausto em Angola.
Américo José de Oliveira Valinho — Expulso em Agosto de 1977.
Américo Peixoto Faria — Preso. Setembro de 1975. Em Luanda.
Amílcar do Nascimento Pereira — Expulso em Agosto de 1977.
Amílcar Frazão Deb. Bragança M. Lopes — Preso em Dezembro de 1977 e expulso em Abril de 1978.
Amílcar José Barreira — Preso em Maio de 1975. Expulso 9/9/1977.
Ana Cristina Gouveia Gonçalves — Expulsa em Julho de 1978.
Ângelo Pinto das Neves Júnior e Maria Fernanda Almeida Santos Manjua — Presos em Janeiro de 1977 e expulsos em Agosto.
Aníbal de Morais Castro — Preso em Janeiro de 1977 e libertado em Março de 1978.
Anselmo da Silva Monteiro — Preso. Data desconhecida. Na Canhoca.
Antonino Rodrigues — Preso. Data e local desconhecidos.
António (?) Freitas Varela — Preso em Novembro de 1976.
António Alberto da Costa — Preso. Data e local desconhecidos.
António Augusto Martins Pamplona — Preso em Outubro de 1976.
António Augusto Teixeira Espírito Santo — Preso em Fevereiro de 1976, e expulso em Junho de 1978.
António Barata dos Santos — Preso em Julho de 1978.
António Campos — Preso de Fevereiro a Agosto de 1978.
António Carvalho Teixeira — Data e local desconhecidos.
António da Cova Júnior — Data desconhecida. No Saurimo (Henrique de Carvalho).
António da Silva Bernardo — Preso em Setembro de 1976 e libertado em 1977.
António da Silva Duarte — Preso. Data desconhecida. No Bié.
António da Silva Malheiro — Preso. Data e local desconhecidos.
António das Dores Seixas — Preso. Data e local desconhecidos.
António de Almeida Ferreira — Preso. Julho de 1975. Tinha loja de roupa no Bairro Palanca, em Luanda.
António de Jesus Leitão — Expulso em Abril de 1978.
António Dias da Silva — Data e local desconhecidos.
António dos Santos Pratas — Preso. Janeiro de 1976. No Cuna-Huambo.
António Eduardo da Silva Frazão e Maria Judith Cortes Laço — Expulsos em Maio de 1978.
António Fernandes Machadeiro — Preso a 1/8/1975. Local desconhecido.
António Fernando — Preso. Data e local desconhecidos.
António Fernando Ferreira das Neves — Expulso em Setembro de 1978.
António Fernando Ferreira Vivas — Expulso em Julho de 1978.
António Ferreira de Sousa — Expulso em Agosto de 1977.
António Francisco da Costa Vaz — Expulso em Setembro de 1977.
António Gil — Preso em Outubro de 1976, e libertado em Março de 1978.
António Gomes Rodrigues — Libertado em Agosto de 1978. Da família proprietária dos Armazéns do Minho.
António João de Almeida — 5/4/1975. No percurso Luanda-Cela.
António João Pires — Preso. Data e local desconhecidos.
António Joaquim Ribeiro Ferreira — Preso. Data desconhecida. No Huambo.
António Jorge Cardoso Monteiro — Preso a 3/9/1975. Expulso 15/6/1978. Era subchefe dos Bombeiros Voluntários de Luanda.
António José CL. de Oliveira — Preso em Fevereiro de 1977 e expulso em Agosto.
António José da Costa e Silva — Preso em Dezembro de 1977.
António José de Lemos Cravo — Preso em Novembro de 1976, expulso em Agosto de 1977. Inspector dos Caminhos de Ferro de Benguela.
António José Ferreira Chaves — Data e local desconhecidos.
António José Gaveia — Preso em Julho de 1978.
António José Matos Nogueira Garcia — Preso em Fevereiro de 1978.
António José Pereira da Costa — Preso. Data desconhecida. Em Benguela.
António Lima — Preso em Novembro de 1976. Padre da missão católica.
António Luís da Conceição Nunes — Preso. Data e local desconhecidos.
António Luís Gonzaga Vaz Correia — Preso. Data e local desconhecidos.
António Maria de Vilas Boas Potes — Preso em Novembro de 1976 e expulso em Agosto de 1977. Engenheiro dos Caminhos de Ferro de Benguela.
António Marques Sequeira — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
António Meireles — Preso em Março de 1976.
António Mendes Jorge Rodrigues — Preso. Data e local desconhecidos.
António Oliveira — Preso em 1975, pelo menos até 1980.
António Palminha Marques — Preso em Junho de 1976. Motorista de táxi no Lobito.
António Pereira da Silva — Preso em 1975. Junto à fábrica Cuca, em Luanda.
António Pestana Gonçalves — Preso. Data e local desconhecidos. Militar do Exército.
António Pinheiro Silva Vasconcelos — Preso em Fevereiro de 1976 e expulso em Agosto de 1978.
António Pinho Ferreira — Preso em Março de 1978.
António Pinho Gama Rosa — Preso a 15/10/1975. Em Luanda.
António Pinto Babo — Preso em Abril de 1976. Piloto aviador dos Caminhos de Ferro de Benguela.
António Pinto da Fonseca — Preso em Outubro de 1976 e expulso em Maio de 1977. Advogado.
António Pinto Nunes — Preso em Novembro de 1976. Reformado da PSP de Angola.
António Praça — Preso. Data e local desconhecidos.
António Rebelo Cardoso — Preso em 1975. Junto à fábrica Nocal.
António Simões Marques — Preso. Data desconhecida. Do Lobito.
António Vicente Coelho — Preso. Data desconhecida. Na Quibala.
António Vieitas — Preso em Dezembro de 1975.
António Vital da Silva — Data e local desconhecidos.
Aríete Martins Baptista — Data desconhecida. No Huambo.
Arlindo Joaquim Magalhães Pereira — Preso em Novembro de 1976 e libertado em Maio de 1977.
Arlindo Magalhães — Preso. Data desconhecida. No Lubango.
Arlindo Mendes Brazão — Expulso em Setembro de 1977.
Armando Carlos de Barcelos Rodrigues de Andrade
Armando Correia da Costa Baptista — Preso a 29/7/1975. Bairro Palanca, em Luanda.
Armando dos Santos Gomes — Preso. Data desconhecida. No Saurimo (Henrique de Carvalho). Funcionário da Polícia Mineira.
Armando Manuel de Jesus da Silva — Expulso em Abril de 1978.
Arménio António Gonçalves da Silva — Preso. Data e local desconhecidos. Funcionário dos Caminhos de Ferro de Benguela.
Armindo Augusto Esteves — Preso. Data desconhecida. Em Tchamotete-Huíla.
Armindo da Silva — Esteve no campo de São Nicolau e aí adoeceu por falta de assistência médica, tendo sido evacuado para Luanda, onde faleceu.
Armindo Monteiro dos Santos — Preso. Data e local desconhecidos. Era da Polícia Montada no Lubango, ex-Sá da Bandeira.
Armindo Tuna Fernandes — Preso. Data desconhecida. No Huambo.
Artur José de Jesus Pereira — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Artur Rebelo do Nascimento — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Ataíde Antão — Preso a 29 de Julho de 1975. Em Luanda.
Augusto Calino Lareiras Garpejo — Preso a 12/7/1975. Em Luanda.
Avelino Carvalho Campos — Preso em Setembro de 1976. Funcionário da Taag.
Avelino Pichei Marques — Preso em Novembro de 1977 e expulso em Abril de 1978.
Belo Eron Filomeno Mesquita — Expulso em Agosto de 1977.
Bernardo da Nai Sardo — Preso em Outubro de 1976 e libertado em Março de 1978.
Camilo Porfírio Mendes Pinto — Expulso em Agosto de 1977.
Cândido Gomes da Silva Constantino — Preso. Data desconhecida. No Huambo.
Cândido Xavier Correia Coelho — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Carlos Alberto da Cunha Sobreiro — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Carlos Alberto da Silva Serrano — Preso a 30/6/1975. Em Luanda.
Carlos Alberto Menezes Figueiredo — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Carlos Alberto Rodrigues — Preso. Data e local desconhecidos.
Carlos Artur — Preso a 13/6/1975. Em Luanda. Funcionário da Junta Autónoma das Estradas.
Carlos Duarte Pimentel Marques — Preso. Data desconhecida. No Luso
Carlos Eduardo Heitor Carmo — Expulso em Agosto de 1978.
Carlos Fernando Seabra Gonçalves — Expulso em Setembro de 1978.
Carlos João de Sá Varão — Preso em Março de 1977, e expulso em Maio.
Carlos Manuel Baptista de Sousa — Preso em Março de 1978 e repatriado em Dezembro de 1979.
Carlos Manuel de Jesus Teixeira — Libertado em Julho 1978.
Carlos Manuel Gomes Ascenso — Preso a 2/8/1975. Em Luanda.
Carlos Miguel Maia de Castro Sá — Preso em Junho de 1976.
Carlos Monteiro S. R. Las Heras — Raptado a 18/8/1975. Expulso a 5/6/1978.
Carlos Teixeira — Preso em Outubro de 1976 e libertado em Dezembro de 1976.
Celeste Evangelista Correia (e cinco filhos) — Presos. Data desconhecida. Em Humpata-Lubango.
Celestino de Oliveira Santos — Preso em Maio de 1976.
Cesário José Trigo — Preso a 31/1/1975. Local desconhecido. Militar do Exército Português.
Cesário Mendes Simões — Preso no primeiro trimestre de 1976.
Cipriano dos Santos — Preso. Data desconhecida. Em Luanda. Da Guarda Fiscal do Porto de Luanda.
Conceição Esperança Frederico Mendes (e filha de dois anos) — Presas em 22/9/1975. Local desconhecido.
Constantino Ferreira de Oliveira — Militar da Força Aérea? Preso.Data desconhecida e Local desconhecido.
Dálio Lopes Leite — Expulso em Agosto de 1977.
Daniel Gomes Borges — Data de prisão desconhecida (115)
Defensor de Jesus Dias — Expulso em Setembro de 1977.
Diamantino Adalfredo Costa — Preso em Março de 1978.
Diamantino Augusto Cunha da Silva — Data e local desconhecidos. Funcionário do Banco Totta Standard de Angola em Nova Lisboa.
Diamantino José da Silva e esposa Maria José Martins da Silva — Presos. Data desconhecida. Em Santa Comba.
Edgar Eldino Ferreira da Costa — Preso. Data e local desconhecidos.
Eduardo de Araújo Pereira — Preso em Junho de 1978 e expulso em Setembro de 1978.
Eduardo de Jesus Pinho — Libertado em Agosto de 1978.
Eduardo Duarte Bastos — Preso em Novembro de 1976.
Eduardo Empis — Preso em Julho de 1978.
Eduardo Manuel de Moura Portugal Primo — Preso em Fevereiro de 1978 no Lubango.
Eduardo Rebelo da Silva — Preso em Dezembro de 1975 e expulso em Abril de 1978.
Eduardo Santos A. R. — Preso em Março de 1976 e em Janeiro de 1978.
Eleutério da Câmara — Preso em Julho de 1978.
Elísio da Silveira Pais — Preso. Data desconhecida. Em Mariano Machado.
Emanuel da Silva — Preso a 29/8/1975. No Lubango.
Emídio Dias Fernandes - Preso em Janeiro de 1977.
Esmeralda Joana de Freitas e seis filhos — Presos em Novembro de 1975. Em Cateymero-Pereira d'Eça.
Eugénio Alves Ferreira da Silva — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Eugénio Carlos de Sousa Reis — Preso. Data e local desconhecidos.
Eugénio Teixeira de Sousa — Preso em Julho de 1978.
Eugénio Teixeira Furtado — Preso. Data e local desconhecidos.
Eurico da Silva Gomes — Preso. Data e local desconhecidos.
Félix Marques — Preso em Novembro de 1976.
Fernanda Pinto Gonçalves Gomes — Presa em Março de 1977.
Fernando Alves Baganha — Preso. Data e local desconhecidos.
Fernando Antunes da Graça — Preso em Março de 1977.
Fernando Augusto Brás e o pai Jaime d'Assunção Brás — Presos. Data e local desconhecidos.
Fernando Bettencourt Reis — Secretário das Finanças. Preso. Data desconhecida e local desconhecidos.
Fernando Carapinha — De Benguela. Preso — Data desconhecida.
Fernando Correia da Silva — Preso. Data desconhecida. Em Malange.
Fernando da Silva Farinha — Preso em Fevereiro de 1976 e expulso em Julho de 1977.
Fernando de Sousa Correia — Preso. Data e local desconhecidos.
Fernando Dias Borges de Sousa — Feito prisioneiro pelos cubanos em Setembro de 1975 no Lucala, quando combatia pela FNLA.
Fernando Dias Borges de Sousa — Preso em Setembro de 1975. Nunca mais apareceu.
Fernando Duarte de Carvalho — Preso. Data desconhecida. No Huambo.
Fernando Espírito Santo — Preso em Fevereiro de 1976.
Fernando Furtado Âmbar — Expulso em Maio de 1978.
Fernando Gouveia da Silva — Preso em Malange — Data desconhecida.
Fernando José de Alpoim — Preso entre Junho e Agosto de 1978.
Fernando M. C. Lamas de Oliveira — Raptado a 26/8/1975. Expulso em Agosto de 1977. Especialista em análise e programação informática.
Fernando Mesquita — Expulso.
Fernando Moreira Marques — Preso. Data desconhecida. No Huambo.
Fernando Nunes Maria — Preso. Data e local desconhecidos.
Fernando Paulo Diogo — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Fernando Pereira Lemos — Preso. Data e local desconhecidos.
Fernando Pereira Lopes — Preso. Data desconhecida. Em Malange. Funcionário do Instituto de Investigação Agronómica de Angola Gangassol em Malange.
Fernando Ribeiro das Neves Soares — Preso em Janeiro de 1976, e libertado em Junho de 1977.
Fernando Ribeiro Esperança — Preso em Junho de 1976. Fugiu para Portugal em Dezembro de 1977.
Fernando Rodrigues Monteiro — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Fernando Silva Araújo — Libertado em Fevereiro de 1977.
Fernando Teixeira Morais — Preso em Fevereiro de 1976. Foi agricultor na baixa do Cassange.
Fernando Walter Afonso — Preso em Março de 1978. Saurimo (Henrique de Carvalho).
Firmino Augusto Rodrigues Ferreira — Data desconhecida. No Lobito.
Francisco Assunção Marvalheiro — Expulso em Janeiro de 1978.
Francisco da Silva Saraiva e esposa — Preso. Data desconhecida. Em Luanda. Da PSP de Angola.
Francisco Gonçalves Braz das Neves — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Francisco Manuel Ricardo Filipe — Preso em Junho de 1978, em Moçâmedes.
Francisco Pinheiro Ramos — Expulso em Setembro de 1978
Francisco Prazeres Pinto — Expulso em Maio de 1977.
Francisco Ricardo Borges — Preso. Data e local desconhecidos.
Francisco Rodrigues Correia — Expulso em Agosto de 1977.
Francisco Sarmento Figueiredo — Preso. Data desconhecida. Em Novo Redondo.
Francisco Silva Araújo — Preso antes de Fevereiro de 1977.
Francisco Simões Cardoso — Preso em Abril de 1978.
Franciso José Brito Quintino — Preso a 7/9/1975.
Frederico Guilherme de Magalhães — Preso entre Janeiro e Abril de 1978.
Gabriel Amaro de Carvalho — Preso. Data e local desconhecidos. Morador no Bairanha-Cubal.
Gabriel de Jesus Rodrigues de Carvalho — Preso em Março de 1976 e expulso em Janeiro de 1978.
Gabriel Ramos David Coelho — Preso em Dezembro de 1976, expulso em Março de 1977.
Gaspar Augusto Palhares — Preso. Data e local desconhecidos.
Gil do Pranto Morgado — Corredor de automóveis. Preso. Data e local desconhecidos.
Gil Pereira Gonçalves — Preso em Setembro de 1976. Engenheiro da Casa Americana.
Gilberto Alberto Almeida Romeira — Preso em Março de 1977. Funcionário da Diamang.
Gilberto Almeida Ribeiro — Preso. Data e local desconhecidos.
Gonçalves Vidal — Libertado em 1977.
Guilherme D. H. Loureiro — Preso em Agosto de 1976, libertado no início de 1977.
Guilhermina Flora de Carvalho Araújo — Expulsa em 1978.
Gustavo Francisco Eloy Gomes Cruz — Preso em Abril de 1978.
Gustavo Rui Martins da Fonseca — Preso em Março de 1977.
Hélder Amado Pinto da Cruz — Preso em Novembro de 1976.
Hélder José Caetano Verças — Preso em Março de 1977.
Hélder Rezende — Preso em Novembro 1975. Em Luena (ex-Luso).
Henrique Jorge Pedreira da Silva e Ana Cristina Costa Pedreira da Silva — Expulsos em Agosto de 1978.
Herculano António da Cruz Cunha «A.reias» — Preso no início de 1977.
Hermínio dos Santos Canavezes — Preso em Julho de 1976. Em Catete.
Hernâni Sequeira — Preso em Setembro de 1976 e libertado em Março de 1978.
Horácio Alberto Pena — Preso. Data desconhecida. Em Benguela.
Humberto Alves Moniz — Preso. Data e local desconhecidos.
Humberto Fernando Sérgio Baptista da Costa — Expulso em Setembro de 1977. Funcionário da companhia de seguros «A Nacional de Angola». Mais tarde o governo de Angola reconhece que foi expulso indevidamente.
Humberto Gonçalves — Preso em Março de 1976. Data e local desconhecidos.
Idalécio Bexigas Viegas — Preso em Dezembro de 1976. Data e local desconhecidos.
Ilídio Augusto da Silva — Preso. Data e local desconhecidos.
Ilídio Heitor Rosado — Preso em Julho de 1976 e expulso em Setembro de 1977.
Ilídio Pereira de Magalhães — Preso no início de 1977 e expulso em Agosto de 1977. Ourives.
Inácio da Costa Neiva — Preso. Data desconhecida. Em Silva Porto-Bié.
Irineu Pinheiro Pereira de Almeida — Preso em Março de 1978.
Isaac de Magalhães Pereira — Preso. Data desconhecida. Em Aldeia Nova, Banya.
Isaac Sefarty Nóbrega — Preso. Data desconhecida. Em Quinjunji.
Isaías dos Anjos Machado — Preso em Janeiro de 1977 e expulso em Agosto de 1977.
Isaura de Jesus Silva — Libertada em Julho de 1978.
Ivo de Almeida Barata — Preso em Junho de 1978.
J. Almeida Tomé — Preso. Data e local desconhecidos.
Jacinto Manuel Almeida da Silva — Preso. Data e local desconhecidos. Do Instituto dos Cereais de Angola no Quanza-Norte.
Jacinto Teixeira — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Jacob Xavier — Preso no início de 1977.
Jaime A.F.M.A Rosário Rodrigues — Preso. Data e local desconhecidos. Director do Hospital Regional do Luso.
Jaime Augusto Castelo — Preso em Novembro de 1975 e libertado em Março de 1976.
Jaime Cabrita Carneiro — Preso e expulso em 1977.
João Alberto Xisto Mendes da Fonseca — Preso. Data e local desconhecidos.
João Albino Pires — Preso em Abril e expulso em Setembro de 1978.
João António Fernandes — Preso em Novembro de 1976 e libertado em Março de 1977.
João António Isidoro Cavaco Alfarrobinha. Preso. Data e local desconhecidos.
João António Sequeira Vieira — Preso. Data desconhecida. No Lobito.
João Baptista Cordeiro Pastor — Preso em Março de 1978.
João Baptista Madeira — Preso. Data desconhecida. Em Bulatunba-Belém.
João Baptista Moutinho — Preso em Março de 1978.
João Boinho — Preso no início de 1977. Pescador no Lobito.
João Cândido Figueiredo — Preso a 16/7/1975. Em Luanda. Empresário.
João Carlos Silva Fernandes — Preso. Data desconhecida. Em Catuta-Assango, Gabela.
João da Cruz — Preso em Agosto de 1976 e libertado em Março de 1978.
João de Oliveira — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
João de Sousa Cordeiro — Preso em Novembro de 1976 e libertado em Junho de 1977.
João Dias — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
João dos Reis Monteiro — Preso. Data desconhecida. No Lubango.
João Eduardo Silva Carvalho — Preso em Dezembro de 1977 e expulso em Dezembro de 1979.
João Emanuel Frazão de Carvalho Ribeiro — Preso em Janeiro de 1976. Em Viana.
João Esteves Ferreira de Araújo — Expulso em Agosto de 1977.
João Félix Lima — Preso em Novembro de 1977 e expulso em Abril de 1978.
João Gonçalves — Preso em Março de 1978. Data e local desconhecidos.
João José G. Correia — Preso. Data desconhecida. No Cubai.
João Luís Gomes de Aguiar — Expulso em 1978.
João Manuel Azevedo — Preso. Data desconhecida. Na Jamba. Funcionário da Companhia Mineira do Lobito.
João Manuel de Almeida Fernandes — Preso em Dezembro de 1976 e expulso em Setembro de 1977.
João Manuel dos Santos — Expulso em Janeiro de 1978.
João Marques — Preso em 1976. Data e local desconhecidos.
João Pinto Geraldes — Preso em Julho de 1975. No Dundo.
João Ribeiro de Carvalho — Preso em Janeiro de 1976. Em Viana.
João Teodoro Ferreira — Preso em 1975. Em Artur de Paiva.
Joaquim «Careca» — Preso em Janeiro de 1977.
Joaquim António Lopes Farrusco — Preso. Data desconhecida. No Lubango.
Joaquim Cabrita Clemente — Preso em Setembro de 1976. Dono de uma farmácia no Huambo, Nova Lisboa.
Joaquim Carmo — Expulso em Maio de 1978.
Joaquim Carvalho Pinto — Preso. Data desconhecida. Em Luanda. Funcionário da Câmara Municipal de Luanda.
Joaquim da Costa — Preso. Data e local desconhecidos.
Joaquim da Costa Ruivinho — Preso em Maio de 1978.
Joaquim da Cunha Velho Sotto Mayor — Preso em Dezembro de 1976, e libertado em Março de 1978.
Joaquim Francisco Serra Crastes — Preso a 9/11/1975.
Joaquim Gomes de Oliveira — Preso a 11/1975. Local desconhecido.
Joaquim José Marques da Silva — Preso. Data e local desconhecidos.
Joaquim José Santos — Expulso Setembro 1978.
Joaquim Oliveira Pereira Joaquim Teixeira Pereira — Expulso.
Joaquina... — Libertada em Março 1977.
Jorge Monteiro Fernandes — Expulso em Novembro 1977.
José António de Jesus Teixeira — Libertado em Julho de 1978.
José Carlos de Jesus — Preso. Data e local desconhecidos.
Joaquim Leitão — Preso. Data desconhecida. Em Malange.
Joaquim Luís Teixeira Pereira — Preso a 15/9/1975. Local desconhecido.
Joaquim Manuel dos Anjos Brígida — Data de prisão desconhecida. Expulso em Janeiro de 1978.
Joaquim Martins Carreira — Preso em Novembro de 1976. Local desconhecido.
Joaquim Nunes Feliciano — Preso. Data desconhecida. Em Xamacupa.
Joaquim Quitão — Preso. Data e local desconhecidos.
Joaquim Ramalho da Costa — Preso no início de 1977. Local desconhecido.
Joaquim Rodrigues Pinto — Preso. Data desconhecida. Em Maquela do Zombo.
Joaquim Serra — Preso a 11/11/1975. Local desconhecido.
Joaquim Teixeira Pinto — Preso. Data e local desconhecidos.
Jorge Alberto Paiva Lopes — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Jorge Almeida Salles — Preso em Junho de 1976. Local desconhecido.
Jorge Aquiles de Carvalho Vila Nova — Preso. Data e local desconhecidos.
Jorge Araújo — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Jorge Carlos Niblet dos Passos — Preso em Março de 1977. Administrador de empresa pública.
Jorge Manuel Bendrau — Início de Novembro de 1975 — Preso na estrada Nova Lisboa-Luanda.
Jorge Manuel de Matos Francisco — Preso. Data e local desconhecidos.
Jorge Manuel Pires Ferreira — Preso em Abril de 1978.
Jorge Marques da Cunha — Preso em Maio de 1978. Local desconhecido.
Jorge Marques dos Santos — Preso em Janeiro de 1978.Local desconhecido.
Jorge Monteiro — Data de prisão desconhecida.
Jorge Nascimento Oliveira Cruzeiro — Preso em 14 de Novembro de 1975. Local desconhecido.
José Adelino Ferreira Marques — Preso em Novembro de 1976 e libertado em Março de 1978.
José Adelino Sousa — Data desconhecida. Em Luanda.
José Adriano de Sousa Couto — Data desconhecida. Em Vila Nova de Seles. Professor da Escola D. Moisés Alves de Pinho.
José Albertino Figueira de Morais — Preso no início de 1977. Local desconhecido.
José Antunes Fernandes — Preso em Março e expulso em Setembro de 1978.
José Augusto Rosado dos Santos — Preso em Novembro de 1976, expulso em Agosto de 1977.
José Cândido Maia — Preso. Data desconhecida. No Huambo-Jamba.
José Carlos Cardoso — Preso a 13/7/1975. Em N'dalatando?
José Carlos de Sousa — Preso a 15/7/1975. No Ambrizete.
José Carlos Soares da Fonseca — Preso em Abril e expulso em Agosto de 1978. Industrial de pesca.
José Carrasco — Expulso em Maio de 1977. José Castelo
José Carvalho Pereira Dias — Preso. Data desconhecida. Em Serpa Pinto.
José da Conceição Vieira — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
José da Costa Carneiro — Expulso em Dezembro de 1977.
José Germano Gouveia Rodrigues — Preso. Data e local desconhecidos.
José da Rocha Elias — Preso em Maio de 1975. Em Vila Roçadas.
José da Silva Guimarães — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
José Damas Teles — Preso. Data desconhecida. Em Cabinda.
José de Carvalho Teixeira e o irmão Ramiro de Carvalho Teixeira — Presos. Data desconhecida. Em Luanda.
José de Oliveira Pereira e esposa Carmilda de Oliveira Pereira — Presos em 2/6/1975. Na estrada Lussusso-Luanda.
José Dias — Preso em Julho de 1975. Na Fazenda Maria Cacuso, em Malange.
José dos Santos Cardoso de Nápoles — Preso. Data e local desconhecidos. Funcionário da Junta Autónoma das Estradas de Angola em Moçâmedes.
José dos Santos Nogueira — Preso em Novembro de 1977 e expulso em Abril de 1978.
José Eduardo Moreira de Sá Correia — Preso em Agosto de 1976, libertado em Março de 1977.
José Evangelista dos Santos Remédios — Preso a 9/11/1975. Local desconhecido.
José Fernandes Ferreira — Preso em Março de 1976 e expulso em Agosto de 1977.
José Fernando Castro Pinho — Preso. Data e local desconhecidos.
José Fernando Moreira Brito — Expulso em Agosto 1978. José Maria Magalhães Barbosa José Ferreira Pedro — Libertado em Julho de 1978. José Luís Teixeira
José Ferreira Gil — Preso a 3/9/75. Expulso em 29/9/1977. Era dos Bombeiros Voluntários de Luanda.
José Ferreira Pinto Reis — Preso. Data e local desconhecidos.
José Filipe Magalhães Abreu de Sá Lemos — Preso. Data e local desconhecidos. Funcionário do Banco Pinto e Sotto Mayor em Santo António do Zaire.
José Francisco Gestosa — Preso em Janeiro de 1977. Local desconhecido.
José Gomes Pereira — Preso. Data desconhecida. No Monte Bela Via, Lobito.
José Inácio Inês Torres — Preso em Abril de 1978. Camionista. Local desconhecido.
José João da Costa — Preso. Data e local desconhecidos.
José Joaquim — Preso em Abril de 1977 e expulso em Agosto de 1977.
José Joaquim da Silva e Sousa — Preso em Abril de 1976.
José Joaquim Damião Judas — Data de prisão desconhecida. Expulso em Janeiro de 1976.
José Joaquim Gouveia Amado — Preso em Junho de 1975. Na Barragem do Calueque.
José Luís dos Santos — Preso em Novembro de 1976 e expulso em Agosto de 1977.
José Luís Elias — Preso. Data e local desconhecidos.
José Luís Empis Bragança — Preso em Agosto de 1975. No Caxito. Militar do exército português.
José Luís Soares — Preso. Data e local desconhecidos.
José Manuel Adão L. Serra — Preso em Junho e expulso em Agosto de 1978.
José Manuel da Conceição Santos Martins — Preso em Março de 1977 e expulso em Agosto de 1977.
José Manuel da Costa Marques — Expulso em Outubro de 1977.
José Manuel da Cunha Teixeira — Expulso em Agosto de 1977.
José Manuel Teixeira Bastos — Libertado em 1978. José de Sousa Canto - Expulso em 1978.
José Sousa Pereira — Expulso em Agosto de 1978.
Júlio Vidal — Professor? Preso. Data e Local desconhecidos.
José Manuel Espírito Santo Rodrigues Almeida — Preso em Novembro de 1976. Local desconhecido.
José Manuel Lourenço Marrocos — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
José Manuel Marcelino — Preso. Data desconhecida. Em Caloba-Dinde-Quilengues.
José Manuel Rocha Abrantes Costa — Preso a 27/5/1975. Em Luanda.
José Manuel Rodrigues Pitoco — Preso em Novembro de 1976 e libertado em Junho de 1977. Administrador da Companhia de Açúcar de Angola.
José Maria Chaves da Fonseca — Preso em Maio de 1976. Comerciante e fazendeiro.
José Maria Ernesto de Carvalho Rego
José Marques Cesário — Preso em Abril e expulso em Maio de 1978. Industrial.
José Martins — Preso em 1975. Em Malange. Funcionário do Instituto do Algodão em Malange.
José Mendes e esposa — Presos. Data e local desconhecidos.
José Miguel de Melo — Preso a 21/4/1976. Em Nova Lisboa.
José Miguel Justino Teixeira de Melo — Preso. Data e local desconhecidos. Funcionário do Instituto de Investigação Agronómica de Angola.
José Pais Nogueira dos Reis — Preso em Agosto de 1976 e libertado em Março de 1977. Camionista.
José Paulo Cardoso Seara — Preso em Agosto de 1975. Expulso em Agosto de 1977.
José Pena Monteiro — Preso a 12/10/1975. Expulso a 3/8/1977. Proprietário da fábrica «Mestre Especiarias».
José Pereira Magalhães — Preso. Data e local desconhecidos.
José Pio — Preso. Data desconhecida. No Dongo-Huíla.
José Pires Caetano — Preso. Data desconhecida. Entre Caála e Vila Flor.
José Ramos Ambrósio — Preso em Maio de 1977 e expulso em Agosto de 1977.
José Ribeiro da Fonseca — Preso em Abril de 1976.
José Taborda da Silva, esposa e dois filhos — Presos. Data desconhecida. Em Malange.
Justino António Quintino — Preso. Data desconhecida. No Huambo.
Lauriano dos Santos — Preso. Data e local desconhecidos.
Lino Rodrigues Freituoso — Preso. Data desconhecida. No Andulo.
Luciano Frederico Santos Álvares — Libertado em Março de 1977.
Luís Ferreira Esteves — Expulso em Agosto de 1978.
Luís Filipe da Silva Santos — Libertado em 1978(?).
...Malta — Funcionário da Diamang Manuel Gil (Nelo)
Lucinda Jesus — Presa. Data e local desconhecidos.
Lucinda Soares Mendes — Presa. Data e local desconhecidos.
Luís «Pescador» — Preso em Julho de 1978. Local desconhecido.
Luís Augusto Teixeira Baptista — Preso em 1976. No Lobito.
Luís Barbosa — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Luís dos Santos Gonçalves — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Luís Francisco Oliveira Lopes — Preso em Julho de 1978. Local desconhecido.
Luís Guerreiro Pereira — Preso em Julho de 1975. Expulso a 5/10/1977.
Luís Pedro do Carmo de Sottomayor — Preso em Dezembro de 1977.
Luís Rodrigues Alves — Preso em Junho de 1978.
Manuel Alonso de Carvalho — Expulso em Agosto de 1978.
Manuel Baptista e Sousa — Libertado em 1979.
Manuel Caetano Ferreira — Expulso em Agosto de 1977.
Manuel Guerreiro — Libertado em Março de 1977.
Manuel Marques Fernandes — Expulso em Abril de 1978.
Manuel Magalhães Linares — Terá sido morto no campo de reeducação da Sapu. Estava desaparecido.
Manuel Alves e esposa — Preso em Junho de 1975. No Uíge.
Manuel Alves Vieira — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Manuel António dos Santos — Preso. Data e local desconhecidos.
Manuel António Ferreira — Preso. Data e local desconhecidos.
Manuel Antunes — Preso. Data e local desconhecidos.
Manuel Augusto Telles Grilo — Preso antes da independência e a 25/2/1976. Era tenente-coronel de Infantaria na reserva. Libertado em Maio de 1982.
Manuel Bispo Jerónimo — Preso em Novembro de 1975. No Colonato da Cela.
Manuel Cavaco — Preso em 1976. Local desconhecido.
Manuel Custódio Tavares da Silva — Preso em Julho de 1976. Trabalhava no Café Arcádia em Luanda.
Manuel da Cruz Guiomar de Matos — Preso. Data e local desconhecidos.
Manuel de Almeida Lemos — Preso em Março de 1977. Local desconhecido.
Manuel de Oliveira Reste — Preso. Data e local desconhecidos.
Manuel Dias — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Manuel do Nascimento — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Manuel Domingos Farinha — Preso. Data desconhecida. Na Quibala.
Manuel Fernando Nunes Fortunato — Preso em Janeiro de 1977 e expulso em Julho de 1977.
Manuel Fernando Patrício Ferreira — Setembro de 1975. Em Luanda. Militar do Exército.
Manuel Fidalgo Mercês — Preso. Data e local desconhecidos.
Manuel Francisco Branha Castilho Dias — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Manuel Francisco de Oliveira e mulher — Presos em Fevereiro de 1978, no Lubango.
Manuel Gomes de Melo — Preso. Data desconhecida. Em Benguela.
Manuel Gonçalves Domingues — Preso em Agosto de 1975. Em Luanda.
Manuel Henriques de Loureiro e Silva — Preso. Data desconhecida. No Calulo.
Manuel Jacinto Canha (60 anos) e esposa Amélia Prazeres Canha (66 anos) — Presos em Outubro de 1976, e expulsos um mês depois.
Manuel Joaquim Campos Duarte — Funcionário da Diamang. Preso. Data desconhecida e local desconhecidos.
Manuel José Bonezes — Preso. Data desconhecida. No Lobito.
Manuel José Lino — Preso a 15/3/1976. No Cuangar.
Manuel Maria Rosa e esposa Maria Stella dos Santos Caldeira Rosa — Presos. Data desconhecida. Em Benguela.
Manuel Moreira Garcês — Técnico da Diamang. Preso. Data desconhecida.
Manuel Nicolau da Silva Perdigão — Preso em Outubro de 1975. Estava desaparecido.
Manuel Nogueira — Preso em Dezembro de 1976.
Manuel Nunes — Preso em Janeiro de 1977. Camionista. Local desconhecido.
Manuel Nunes Martins — Preso. Data desconhecida. No Uíge.
Manuel Pereira da Costa — Preso. Data desconhecida. Em Maquela do Zombo.
Manuel Pereira Mabaia — Preso em Abril de 1978 em Cabinda. Comerciante.
Manuel Pinheiro — Preso em Fevereiro de 1977. Local desconhecido.
Manuel Pinto Botelho — Expulso em Agosto de 1977.
Manuel Vaz Afonso — Expulso em Junho de 1978.
Manuel Ventura Teixeira Pinto — Expulso em Agosto de 1977.
...Marcos — Libertado em Setembro de 1977.
Manuel Pires da Mota — Preso. Data e local desconhecidos.
Manuel Ribeiro Torres — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Manuel Serafim Alves — Preso em Outubro de 1976, e expulso em Maio de 1977.
Manuel Simões — Preso em Setembro de 1976 e expulso em Agosto de 1977.
Marcelina Soares Romão — Presa. Data desconhecida. Em Caála-Catata.
Maria Alcina Pires Andrade Saraiva — Expulsa em Dezembro de 1977.
Maria Amélia Mira Peta — Presa. Data desconhecida. Em Luanda.
Maria Celeste Sefarty — Presa. Data desconhecida. No Lubango.
Maria da Graça Ferreira de Araújo — Presa em Março de 1978. Local desconhecido.
Maria dos Anjos Antunes Mendes Telmo — Presa. Data desconhecida. No Caculo-Quilengues, Lubango.
Maria Elisa Bubesses e dois filhos — Presos. Data e local desconhecidos.
Maria Elvira da Silva Amaral — Presa. Data e local desconhecidos.
Maria Fernanda Matos Sá Pereira Ramalho — Presa em Julho de 1975. Em Luanda. Médica na Maternidade de Luanda.
Maria Fernanda Mendes Pires — Libertada em Julho de 1978.
Maria Jesus Carvalho e quatro filhos — Presos. Data e local desconhecidos.
Maria Luisa Corrreia Duarte — Expulsa em Dezembro de 1977.
Maria Odete Aparício Pinheiro — Presa. Data e local desconhecidos. Funcionária do Ministério das Finanças da República Popular de Angola.
Maria Salomé Santos Fénix Vizeu — Presa. Data e local desconhecidos.
Maria Susana César Gaspar de Almeida — Expulsa em 1978.
Mariana Galvão Rocha e a filha Elsa Maria Galvão Rocha — Presas. Data e local desconhecidos.
Mário Caninhas Valadas — Preso a 22/7/1975. Estava desaparecido. Técnico de ar condicionado.
Mário Craveiro Campos — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Mário de Matos Gonçalves — Preso em Março de 1976. Local desconhecido.
Mário dos Anjos Ramos — Expulsa em Agosto de 1977.
Mário dos Reis Enes — Preso no início de 1977. Local desconhecido.
Mário Fernandes dos Santos — Preso. Data desconhecida. No Bonco-Uíge.
Mário Manuel da Rocha Baptista — Preso em Setembro de 1975. Expulso a 15/6/1978.
Mário Mesquita — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Mário Rodrigues da Graça — Expulso em Maio de 1978.
Mário Rui Monteiro da Silva — Preso em Agosto de 1975. Expulso a 9/8/1977. Era ship-chandler.
Martins dos Santos — Preso a 7/8/1975 — Local desconhecido.
Mateus Neto Ribeiro, esposa e filho — Presos. Data e local desconhecidos.
Matias (Martins?) dos Santos — Preso a 7/8/1975. Em Luanda.
Maximiano Alves Fernandes — Preso em Setembro de 1975. Tenente do Exército.
Modesto Serpa Pagarim — Data desconhecida. Em Luanda.
Narcisa Gonçalves da Cunha e filha — Presas. Data e local desconhecidos.
Nelson dos Santos Silva — Preso. Data e local desconhecidos.
Nelson Manuel Pinto Simões de Lima — Preso em Outubro de 1975. Expulso a 28/9/1977.
Norberto Cláudio Fernandes dos Reis — Preso. Data e local desconhecidos. Militar do Exército Português.
Nunes Maria — Preso em Março de 1977. Local desconhecido.
Nuno José Gabriel e esposa Maria Isabel Pinto Osório Gabriel — Presos. Data desconhecida. No Uíge-Carmona.
Padre Crisestero — Libertado em Março de 1977.
Padre Gouveia — Libertado em Março de 1977.
Padre João Crisóstomo — Preso. Data e local desconhecidos.
Padre José Alves — Preso no início de 1977. Local desconhecido.
Paulino Rodrigues da Cunha — Preso. Data desconhecida. No Huambo.
Paulo José Vieira da Rocha Simões — Preso em Agosto de 1976. Era funcionário público da Geominas.
Pedro Álvares Reigadas — Expulso em Setembro de 1977. Funcionário da Companhia de Seguros «A. Nacional de Angola». Governo angolano reconheceu que a sua expulsão foi indevida.
Pedro Emílio da Silva e Costa — Expulso em Setembro de 1977.
Pedro Ferreira Cavacante Filho — Preso. Data desconhecida. Em Luanda. Funcionário da Direcção dos Serviços de Economia.
Pedro José Ferreira Pereira - Preso em Março e expulso em Julho de 1978.

PORTUGUESES RAPTADOS E PRESOS PELO MPLA ( 365 ) DIAS ANTES DA INDEPENDÊNCIA (30)
PORTUGUESES PRESOS DEPOIS DA INDEPENDÊNCIA (115).

Raul Fausto Vitorino Rodrigues — Preso em Janeiro de 1977, expulso em Julho de 1977. Engenheiro.
Reinaldo Artur da Silva Soares — Preso. Data desconhecida. Em Malange.
Ricardo Hermínio Silva Fonseca — Expulso em Agosto de 1977. Locutor.
Rodrigo de Castro Simões da Silva — Preso em Novembro de 1976. Local desconhecido.
Rogério Augusto Soares — Preso. Data e local desconhecidos.
Rogério Henrique Manjua Diogo — Preso em Novembro de 1976. Libertado em Maio de 1982. Advogado.
Rui Fonseca Torres — Preso. Data e local desconhecidos.
Salete Gomes Correia, Teresa Gomes Correia, João Carlos Gomes Correia, Rosa Maria Gomes Correia, José Rodrigues Correia, Idalina Gomes Correia e Alcindo Correia — Presos. Data e local desconhecidos.
Sandra Cristina Jesus (Pinho?) — Libertada em Julho de 1978.
Sandra Margarida Vila Nova Freitas Gomes — Presa. Data desconhecida. Em Benguela.
Sebastião de Carvalho Correia Dourado — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Sebastião Teixeira e esposa Beatriz Teixeira — Presos. Data e local desconhecidos.
Serafim Pedroso da Silveira — Preso. Data desconhecida. No Dondo-Cambambe.
Severino dos Santos — Preso. Data desconhecida. No Lobito.
Silvestre Moreira Teixeira Santos — Preso. Data e local desconhecidos.
Silvino Augusto Pires Lourenço — Preso em Fevereiro e expulso em Abril de 1978.
Sílvio Manuel Abrantes Garrido — Preso em Setembro de 1975. Expulso a 9/8/1977. Era chefe dos Bombeiros Voluntários de Luanda.
Sotero José Sancho Cabrita — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Sotero Lopes Grifo — Preso no início de 1977. Local desconhecido.
Teixeira de Sousa — Preso. Data e local desconhecidos.
Telmo António Suceno Perfeito — Expulso em Abril de 1978. Estava desaparecido.
Tibúrcio Pires de Andrade — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Tito Carlos Vieira — Preso. Data e local desconhecidos.
Valdemar do Nascimento Reicha Parreira — Preso em Janeiro de 1978. Local desconhecido.
Valdemar Rodrigues — Preso. Data desconhecida. Em Vila Nova? Quibala?
Vasco Pereira — Engenheiro técnico agrário. Preso. Data e local desconhecidos.
Vicente Manuel da Silva Tavares — Expulso em Setembro de 1977.
Virgílio Almeida Mateus — Preso. Data desconhecida. Em Luanda.
Virgílio Lourenço da Silva — Preso em Abril de 1976, libertado em 1982.
Vitor Félix — Preso em Março de 1977. Local desconhecido.
Vitor Manuel dos Santos Soares — Preso em Junho de 1978. Local desconhecido.
Vitor Silva — Preso em Março de 1977.Local desconhecido.
Wilson — Do Saurimo (Henrique de Carvalho). Preso. Data e local desconhecidos.


É raro que um Português de Angola não tenha tido um familiar, um amigo, um colega, um vizinho preso.
As famílias em pânico procuravam junto de todas as estâncias os seus familiares desaparecidos, procuravam informação e ajuda junto das chamadas "autoridades portuguesas", representadas pelo Rosa Coutinho, MFA, substituído por Silva Cardoso, MFA, e Leonel Cardoso, MFA. Que em nada ajudaram.

NOTA:*
Foi divulgada e tornada pública uma lista de (8) Portugueses presos em Angola em 1975 , número que não corresponde há realidade.
De Março de 1975, a 20 de Outubro só em Luanda, foram presos e enviados para a Tourada ( 36 ) portugueses brancos, que eram libertados sobre o pagamento da sua liberdade.

* O jovem estudante preso e enviado para a Tourada em Agosto de 1975, foi metido num compartimento junto a outros ( 16 ) portugueses presos, e todos os dias via chegar portugueses presos pelo MPLA, DISA.


PUNIR OS CARRASCOS É MAIS DO QUE UM DEVER, É UMA OBRIGAÇÃO, OS DE ANGOLA E OS DE PORTUGAL, QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA MESMO QUE APÓS AS SUAS MORTES, NÃO É REVANCHISMO, É JUSTIÇA!
ENQUANTO NÃO HAVER JUSTIÇA, O CLAMOR POR ELA VAI CONTINUAR, E O FIM DESTE PASSA PELA JUSTIÇA E A PUNIÇÃO DOS CRIMINOSOS.
COM ELA FEITA, TEREMOS A OPORTUNIDADE DE RECONCILIAR E HONRAR O PAÍS, OS PORTUGUESES, E A HUMANIDADE:
AJUSTAR AS MEMÓRIAS À VERDADE SOBRE O QUE FOI O MAIOR CRIME LEVADO HÁ PRÁTICA CONTRA PORTUGAL E O SEU POVO PELO GOLPE MILITAR COMUNISTA A 25 DE ABRIL DE 1974, E A ARBITRÁRIA "DESCOLONIZAÇÃO EXEMPLAR".


É NECESSÁRIO QUE SE FAÇA JUSTIÇA AOS NOSSOS MORTOS, ÀS SUAS FAMÍLIAS, AOS NOSSOS VIVOS VÍTIMAS DESTE INFAME CRIME, PARA TRATAR AS FERIDAS ABERTAS QUE AINDA SANGRAM.


Rogéria Gillemans

MÁRIO SOARES OU, A AMÁLGAMA DE UM BASTARDO!


OS CRIMES:
ALTA TRAIÇÃO; INSTIGAÇÃO AO GENOCÍDIO DOS PORTUGUESES EM ANGOLA; VENDA E DESTRUIÇÃO DO PATRIMÓNIO DE PORTUGAL; OFERTA DOS TERRITÓRIOS DE PORTUGAL PELA OBTENÇÃO DE LUCROS; PREVARICAÇÃO; CORRUPÇÃO; CONTRABANDO E LAVAGEM DE DINHEIRO SANGUE /CIA; ABUSO DO PODER; DESFALQUE DOS COFRES DO ESTADO; ROUBO E TRÁFICO DAS RIQUEZAS DE ANGOLA "DIAMANTES E MARFIM"; ENRIQUECIMENTO ILÍCITO:

Fotos dos Arquivos da Polícia, data de 1962.
 O Crime fez sempre parte da índole deste infame Sociopata desprovido de consciência, de
ética moral e humana.


                                                     IDEÁRIO DE UM CRIMINOSO:
                                Lisboa 1975, cartazes de Karl Marx na ideologia ao crime,
                                   na sede do PS no "Largo do Rato"é caso para se dizer;
                              Nunca um nome de local seria tão adequado a uma realidade.



O MAIOR IMPOSTOR POLÍTICO 
" talvez nado e criado em Portugal"

                                                 Mário Soares - Do "Mito" à Realidade: 
Mário Soares, «imposto» ao PS pelo seu secretário-geral e proclamado pelo partido como seu representante efectivo e único no certame eleitoral de Janeiro, próximo, com largas semanas ou meses de antecedência em relação à sua declaração formal de que pretendia ou aceitava candidatar-se, depois de uma «mise-en-sene» ridiculamente empolada e prolongada, com a qual pretendeu, infantilmente - porque aos oitenta começa o inelutável regresso do adulto à «segunda meninice» iludir os portugueses, fazendo-lhes crer que só ao cabo de longas meditações, dolorosas dúvidas e inúmeras consultas tomaria (ou não) a «heróica decisão» de oferecer o corpo alquebrado e a alma inquieta à imolação final no altar da Pátria - que ninguém prejudicou e traiu tantas vezes como ele; 

Mário Soares, o maior impostor político, talvez nado e criado em Portugal, quase sempre a saque de barões, burgueses, militares, salteadores e governantes; Mário Soares, «o português que mais ganhou com a revolução de Abril», na opinião expressa por Rumsfeld, Secretário de Defesa dos Estados Unidos, e também, no campo político, admito eu, antes e depois do golpe; Mário Soares, que é, acima de tudo, o «fenómeno teratológico» de duas grandes frustrações: a de não ter conseguido Oliveira Salazar se dignasse ter-lhe mandar-lhe dizer por um contínuo que já dera pela sua existência mas nem olhara para a sua cara, e (a segunda, algo semelhante à primeira), quando o outro ídolo da época, Álvaro Cunhal, o tratou coma mesma indiferença e desprezo, recusando-lhe um lugar de destaque na sua organização, não obstante o «menino-prodígio se haver inscrito nela». 

Mário Soares, que toda a vida sonhou com a glória de participar na destituição do «tirano de Santa Comba», ou na sua eliminação física, mas deixou-o fugir-lhe das mãos (das dele e dos demais comparsas, tão canhestros como ele) para um sítio onde nunca poderão alcançá-lo, a terceira grande frustração, geradora de novos ódios, rancores «perseguições, agora contra tudo o que «o outro» amara, prestigiara e engrandecera, especialmente a Pátria; Mário Soares, porventura o político português que mais amigos e camaradas traiu, como único e ruim propósito de conquistar para si próprio os lugares e os poderes que almejava, como aconteceu com Salgado Zenha, Sousa Tavares, Rui Mateus e, agora mesmo, Manuel Alegre a quem interesse mais detalhada lista das vítimas da insaciável avidez política do ex-PR, recomendamos a leitura de «Acuso» e «Contos Proibidos», respectivamente, de Henrique Cerqueira e Rui Mateus. 

Apenas como lamiré, ou como aperitivo, transcrevemos, do primeiro as seguintes frases: «Á carreira política do sr. Soares esta cheia de sacanices» e «o comportamento daquela polícia (a PIDE, de má memória, obviamente, esclarece o autor) é, apesar de tudo, bem mais decente que o dele», (pag. 197 e 198, «Editorial Intervenção»). E basta de citações. Que fique só o cheirinho... a enfim e em suma, a merda de gato mal tapada. Mário Soares, enfim e em suma, para encurtar razões, que tem a «coragem» de se apresentar ao País, numa cerimónia participada por algumas centenas de convidados especiais e de uma fidelidade a toda a prova (só os microfones, que por duas ou três vezes se negaram a transmitir a voz do «festejado», é que não. 
Não andará por ali sabotagem ou cabala?), como o «candidato da união nacional e o futuro «Presidente de todos os portugueses», será capaz de imaginar a enormidade das distâncias que o PS e ele próprio cavaram e continuam a cavar, todos os dias, entre os que tiverem a dita ou a desgraça de nascer e viver neste pais? 

Alfredo Farinha, Jornalista.
Do Jornal, O DIABO - 13 de Dezembro de 2005.
 Oswald Le Winter, ex-agente da CIA na Europa, garante a "O DIABO".




"SOARES É UM OPORTUNISTA"
De, António Azevedo, irmão do chefe da Casa Militar da Presidência da República.




INSTIGAÇÃO AO "GENOCÍDIO" DOS PORTUGUESES BRANCOS EM ANGOLA:

 - Mário Soares em entrevista ao DER SPIEGEL-Nr.34/1974-
,,Se necessário atiraremos sobre os colonos brancos

DER SPIEGEL Nr. 34/1974 
Pela Gravidade no Crime desta afirmação, a notar que no índice do DER SPIEGEL colocaram o ponto de interrogação na frase  "Notfalls auf weiße Siedler Schießen? S, 60
  "Se necessário atirar sobre os colonos Brancos?“ S, 60 - S, de Soares.


 DER SPIEGEL Nr. 34/1974
* "Se necessário atiraremos sobre os colonos Brancos?
 Der portugiesische Außenminister Mário Soares über die Dekolonisierung in Afrika


Entrevista completa, em português, no Blog "LONGE É A LUA".

(Esta entrevista ao DER SPIEGEL decorreu aquando da existência de governos provisórios sem "Legitimidade Constitucional" na qual este "indivíduo" considerava-se Ministro dos Negócios Estrangeiros proclamado pelo grupelho de facínoras do qual ele era parte integrante)



 EM ENTREVISTA AO "O ESTADO DE S. PAULO", JORNAL DO BRASIL:
AFIRMOU QUE OS PORTUGUESES DO ULTRAMAR FOSSEM ATIRADOS AOS TUBARÕES.


MÁRIO SOARES DESEJOU QUE OS PORTUGUESES DO ULTRAMAR FOSSEM ATIRADOS AOS TUBARÕES

Liquidação moral de um homem é o menos que se poderá dizer do documento que publicamos na página 17 deste edição de A RUA. 
Trata-se de uma crónica vinda a lume em um dos mais categorizados jornais brasileiros, “O Estado de S. Paulo”, de autoria do seu correspondente em Lisboa, Santana Mota, na qual se revela que em 1973, durante uma visita ao Brasil, Mário Soares  afirmou publicamente haver só uma solução para o destino dos portugueses brancos ultramarinos:   atirá-los aos tubarões.
Custa a crer, mesmo conhecendo-se, como se conhece, o baixo estofo e a aterradora falta de escrúpulos que caracterizam o secretário geral do PS… Custa a crer  mas ainda mais difícil é supor que um jornalista com a probidade de Santana Mota e um jornal com o prestígio de “O Estado de S. Paulo” façam semelhante revelação sem a terem devidamente fundamentada. 
Daí, e até prova em contrário, chegamos à conclusão de que o nome de Mário Soares pode e deve estar à frente na lista  dos Costa Gomes, dos Cunhais, dos Otelos, dos Gonçalves, dos Crespos, dos Rosas Coutinhos e de toda esta galeria de criminosos, duplamente réus pela traição que cometeram contra a Pátria e pela sangueira e desgraça em que lançaram centenas de milhar de portugueses. 

Se não é verdade, Mário Soares que o prove.
Se é verdade, que o País se liberte sem demora da vergonha de ter um como Primeiro Ministro alguém que parece ser, afinal, apenas um sádico. Um sádico sem a menor réstea de humanitarismo ou de vergonha. 
IN– A RUA– 2-6 -77




 ( Entre outros crimes, o contrabando e lavagem do dinheiro CIA, o roubo e tráfico das riquezas de Angola tornam inequívoca a instigação ao "Genocídio dos portugueses brancos em Angola" e, desnudam-lhe  a  ignomínia e despotismo contra a gente honrada, simples e trabalhadora que contribuiu para o progresso de Angola, e fazia viver em paz o território longínquo de Portugal)


 Rogéria Gillemans



 MÁRIO SOARES, CONTRABANDO E LAVAGEM DE DINHEIRO DA CIA, 
PARA COMPRAR O PODER:
       Frank Carlucci                   Mário Soares                          Henry Kissinger  

Essa mesma CIA que contrata e compra a pior escória de canalhas que vegetam pelo mundo, que fazem do crime uma forma de estar na vida, facilitando o trabalho sujo da CIA e o contrabando e lavagem do dinheiro sangue.
Essa mesma CIA (para a qual a Declaração dos Direitos Humanos são meramente formalista, estática e monocultural) que tortura, mata, e retalha os corpos das suas vítimas para as fazer desaparecer, muitas delas inocentes dos crimes que "ardilosamente" lhes são imputados.
A mesma CIA que conivente com Eleanor Roosevelt, mulher de Franklin Roosevelt "o paralítico de Yalta", pagou em dólares a Holden Roberto os massacres de 15 de Março de 1961 no norte de Angola, massacres esses, telecomandados dos EUA.
A mesma CIA que tudo indica estar por detrás do atentado ao avião Cessna que vitimou o Primeiro Ministro, Francisco Sá Carneiro, a sua mulher Snu Abecassis, o ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa, António Patrício Gouveia chefe de gabinete do primeiro-ministro, e os dois pilotos do aparelho, na noite de 4 de Dezembro de 1980, quando viajavam de Lisboa para o Porto a fim de participarem num comício, estavam a bordo do aparelho e tiveram morte imediata.
(Francisco Sá Carneiro era adverso à ingerência de Frank Carlucci na política e soberania de Portugal, e recusava enfeudamento aos EUA).
A mesma CIA que tem espalhado o terror e a morte pelo mundo, que fabricou o Al-Qaeda e seus sanguinários assassinos, e nos tempos mais recentes CIA-Mossad fabricaram o ISIS e seus sanguinários assassinos.  


 Heinz Alfred Kissinger ou, Henry Kissinger 
foi um dos piores carrascos da diplomacia dos EUA, acusado de ter cometido Crimes de Guerra durante sua longa estadia no governo; como dar luz verde para a invasão por parte da Indonésia a Timor (1975) , facilitar os crimes comunistas a sul de Africa, golpes de estado no Chile  e no Uruguai (1973), e acusado de usar  por diversas vezes de uma política tortuosa, em que parecia jogar com um "pau de dois bicos";
Veja Christopher Hitchens no livro "The Trial of Henry Kissinger",  e o analista Daniel Ellsberg, no livro "Secrets". Apesar de essas alegações ainda não terem sido provadas em uma corte de Justiça, (enquanto a humanidade aguarda por essa Corte de Justiça) considera-se perigoso para Kissinger entrar em diversos países da Europa e da América do Sul.

Na VPRO, uma emissora de televisão holandesa, a 12 de Maio de 2013 passou uma reportagem onde desenha o tráfico desse dinheiro para Mário Soares, com origem na CIA, e na Máfia da China sobre Macau.
A VPRO é uma Emissora holandesa, com alto nível de audiência, foi Fundada a 29 de Maio de 1926. Liberal-protestante (originalmente), é um portador pioneiro, inovador, de uma forma muito pessoal, de programas liberais. Com uma vasta equipa de competentes profissionais.
Transmitida no (s) Canal (s) de Televisão NPO 1, 2, 3
Estação (s) Radio, Radio 1 NPO, 3FM NPO, NPO Radio 4, Radio 5 NPO, NPO Radio 6.
O nome V.P.R.O. foi modificada em VPRO para indicar que o significado original das letras foi finalmente lançado. O nome registrado é agora Broadcasting Company VPRO.

Entrada da NPO, onde a sua associada, VPRO, transmite as reportagens.

Andere Tijden o responsável pelo documentário na VPRO, enviou um repórter a Lisboa para entrevistar o homem que recebeu dinheiro negro, ilegal, Mário Soares, para comprar o poder, à pergunta do repórter sobre esse contrabando de dinheiro, respondeu:
                     "se agora querem dizer que era dinheiro ilegal, que digam o que quiserem".

 (Hoje, tal como Ontem, os criminosos e seus actos crime têm a mesma qualificação
 e o mesmo significado).

A transmissão da VPRO avivou memórias, e informou a nova geração sobre esta associação de malfeitores CIA/Mário Soares no crime de contrabando de dinheiro, envolvendo políticos da Alemanha "Willy Brandt", e "Harry Jacob van den Bergh" da Holanda que abandeou-se a esta gente de má nota.
O Povo Holandês na sua soberania é absoluto, os seus políticos devem-lhe "credibilidade, honestidade, transparência, lealdade, eficiência, o respeito à dignidade, à Nação, e a obediência e respeito às Leis" dentro destes valores, não perdoam traidores porque "os assuntos do Estado é o povo, e o povo é o Estado", razão pelas quais este crime do contrabando de dinheiro sangue/CIA para o corrupto Mário Soares fez clamor na Holanda onde ele é considerado "Persona Non Grata", em país evoluído onde o civismo e o respeito são "leis" e a soberania do povo é "um facto" e, a honra da Nação como a integridade das suas instituições estão acima de tudo, estes crimes não prescrevem, e existem alguns ex-políticos do PvdA que para limparem a sua honra estão prontos a testemunharem. Dentro destes valores e, mais uma vez, a reacção nos países do norte da Europa contra este crime, em especial na Holanda, não se fez esperar na Imprensa, no Facebook, Sites, Blogs, etc... onde os holandeses não pouparam fortes críticas, dando origem a uma nova campanha contra esses ex-políticos do PvdA. 

No ano 1975, Harry Jacob van den Bergh o correio do dinheiro sangue/CIA, fazia parte do grupo parlamentar do PvdA, quando este crime se tornou público e o escândalo rebentou, ele foi obrigado a abandonar o Parlamento, após pedido de desculpas ao Parlamento e ao povo holandês, porque ele havia caído em descrédito, e foi titulado pelos holandeses de “Oud-PvdA-Gangster-politicus”, “Velho-PvdA-Gangster-Político”, e o PvdA (Partido Trabalhista, da Esquerda) holandês, foi estigmatizado, por ter tido entre os seus homens quem se prestasse a colaborar com este crime de contrabando da CIA para o corrupto português Mário Soares. 
De entre a muita informação que correu nos meios radiofónicos, televisivos e nas publicações periódicas da Holanda como TELEGRAAF BINNENLAND; DE VOLKSKRANT entre os jornais mais importantes, e muitos outros jornais Holandeses sobre este crime, descrevem-no assim:


 MÁRIO SOARES, CONTRABANDO DE DINHEIRO SANGUE/CIA:
Na Holanda foi comentado assim:
 "Harry van den Bergh no contrabando de dinheiro da CIA para português camarada comprar o poder, a caridade pode encontrar simpatizantes estrangeiros. E Van den Bergh foi o correio deste trabalho perigoso, sujo e ilegal". O ex-político trabalhista Harry J. van den Bergh com "desconhecimento" em 1975 foi agente da CIA para contrabandear dinheiro ilegal para Mario Soares. A esquerda gosta de dinheiro, de preferência dinheiro de sangue e da trituração. 

Harry van den Bergh era secretário internacional do Partido Trabalhista (PvdA). Através de um colaborador próximo de Willy Brandt, foi abordado para acção de apoio. Ele "pensou" que foi contratado por Willy Brandt, líder do SPD alemão, mas na realidade, o dinheiro veio de os EUA. Van den Bergh encontra o programador e ouve supostamente a primeiro intromissão norte-americana, "Eu já sei onde você quer ir. "Ele courier, Kissinger. Ele "agente" da CIA. Essa mesma CIA que um ano antes, derrubou, e alguns anos depois matou, o socialista/marxista chileno Salvador Allende.

Willy Brandt não devia permanecer no serviço de bordo. É uma tarefa perigosa e ilegal e criminosa, que é contrária à Lei Internacional. Mas para a caridade pode encontrar um gangster-estrangeiro disposto a tudo, e Van den Bergh do PvdA foi o mensageiro preparado. Colocou o dinheiro cerca de quatro milhões de dólares em uma subsidiária do Banco Holandês, em Amsterdam, na qual «por quatro ou seis vezes» levantava as notas, transportando esse dinheiro, clandestinamente, nas «viagens» realizadas para o efeito a Lisboa, sendo esperado no aeroporto e encaminhado para o Hotel Ritz onde fazia a entrega das maletas com o dinheiro.

Harry Jacob van den Bergh antes do primeiro voo para Portugal pede segurança ao primeiro-ministro holandês, Joop den Uyl, e ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Max van der Stoel, genuinamente informado. Joop den Uyl e Max van der Stoel, ambos do PvdA, tranquilizaram-no, mas oficialmente, não sabem nada, é claro. Esse envolvimento é contrário à lei Internacional. Até mesmo para um diplomático é um estatuto criminal por correio de dinheiro ilegal. 

Arthur Hartmann (secretário de Estado adjunto para os Assuntos Europeus e Canadenses) então secretário de Estado de Henry Kissinger divulgou que o dinheiro era da CIA:
Harry Jacob van den Bergh na entrevista à VPRO, a 12 de Maio de 2013, sobre a divulgação de Arthur Hartman, respondeu: "Se era dinheiro da CIA, no momento desconhecia a sua proveniência, se algumas pessoas pensam agora que eu era um agente da CIA, não é o caso." 
Na realidade, ele sabia exactamente de onde veio o dinheiro sangue, mas não se atreve a denunciar, sob pena de estatuto diplomático criminal por correio de contrabando de dinheiro ilegal; sob pena de perda de subsídio, e perda de concessão da actividade que desempenha."


Mario Soares à interrogação do repórter da VPRO sobre o contrabando do dinheiro CIA:
  "se agora querem dizer que era dinheiro ilegal, que digam o que quiserem".
Foto durante a entrevista para a VPRO.


Harry Jacob van den Bergh,
 "eu desconhecia a  proveniência desse dinheiro, eu não era agente da CIA, não sabia de nada".
Foto durante a entrevista para a VPRO.

Arthur Hartmann secretário de Estado de Henry Kissinger em 1975, 
sobre a origem desse dinheiro afirmou: "o dinheiro era da CIA".
Foto durante a entrevista para a VPRO.

Hans–Eberhard Dingels,
 chefe do departamento internacional do SPD em 1995,
"apenas sei que Willy Brandt queria ajudar o seu camarada português, eu desconhecia a proveniência desse dinheiro, não sabia de nada".   Foto durante a entrevista para a VPRO,
            (Faleceu a 8 de Março de 2014, dez meses após a transmissão desta reportagem)


                                                                     HOLANDA, 1975:
A 31 de Junho de 1975 viajou à Holanda para formalizar contactos sobre o contrabando de dinheiro da CIA.
1975, foto do fotógrafo Alemão Volker Hinz, aquando o trato sobre o contrabando de dinheiro.
Se, um fotógrafo é capaz de captar a "índole" de um indivíduo desprezível, sem dúvida, alguma, que o autor desta foto é um excelente profissional. 

                                             Harry Jacob van den Bergh - Willy Brandt.


Holanda, 31 de  Junho de 1975, no Aeroporto de Schiphol. 
Lado esquerdo, Ed Van Thijn, à época, líder do PvdA (Partido Trabalhista) holandês. 
Ao centro, Mário Soares, o corrupto do contrabando da CIA.  
Lado direito,  Harry Jacob van den Bergh, à época, secretário do PvdA. 



Holanda,  Junho de 1975, Johann Georg Nagel ou Jan Nagel,  e  Mario Soares
 no Aeroporto de Schiphol - Holanda.
Jan Nagel, um testemunho do contrabando do dinheiro CIA/Mario Soares, esteve presente no aeroporto como programador da estação de rádio e televisão VARA.


JAN NAGEL, O TESTEMUNHO, O LIVRO:
BOVEN HET MAAIVELD" (ACIMA DO NÍVEL DO CHÃO):

Johann Georg Nagel "Jan Nagel"
era um político do PvdA e um Programador Director da VARA estação de rádio e televisão criada em 01 de Novembro de 1925).
Após o escândalo na Holanda do crime de contrabando do dinheiro Sangue/CIA, por sua decisão abandonou o PvdA e fundou o partido Leefbaar Nederland, abandonando em 2002. Em 2005 fundou outro partido, o Partido da Justiça, da Acção e Progresso (PRDV), as pesquisas mostraram eleitores insuficientes e esse partido terminou. Em 2009, ele fez parte dos iniciadores de um outro partido político chamado Partijvoorzitter 50Plus. 
Jan Nagel no seu livro "BOVEN HET MAAIVELD" (ACIMA DO NÍVEL DO CHÃO), descreve o contrabando de dinheiro CIA/Mario Soares. 
Segundo Jan Nagel escreve no seu livro "o top do PvdA sabia do contrabando de dinheiro e calaram-se, e nos anos recentes dizem que não sabiam de nada sobre a origem desse dinheiro."


"BOVEN HET MAAIVELD"
 "ACIMA DO NÍVEL DO CHÃO"
Primeira Edição a 2001/01/10, dando origem a outras edições mais recentes.
(A foto na capa do livro representa a movimentação de jornalistas quando este crime de contrabando CIA/Mario Soares veio ao conhecimento público que, abusivamente se serviram do solo da Nação Holanda e utilizaram políticos holandeses com, ou sem conhecimento da procedência desse dinheiro).
Jan Nagel com este livro pretendeu limpar a sua honra que, sendo alheio a este crime, era um político do PvdA, e foi testemunho. De entre toda a descrição relatada ao pormenor sobre este crime de contrabando de dinheiro Sangue CIA/Mario Soares, coloco um pequeno extracto do livro "ACIMA DO NÍVEL DO CHÃO": 

"Em 1975, o ex-deputado trabalhista Harry van den Bergh foi usado para o contrabando de cerca de quatro milhões de dólares, contrabando em malas, ilegal, para Portugal. O dinheiro para a eleição ao poder do português Mário Soares. Van den Bergh viajou pelo menos quatro vezes, de carro e de avião, com mala notas para Portugal. Porque o seu homem ponto Português temia ser descoberto".

* "Porque o seu homem ponto Português temia ser descoberto".


Rogéria Gillemans




A VPRO, na transmissão a 12 de  Maio de 2013, também, fez referência aos milhões de dólares que ele recebeu dos chineses pela entrega de Macau. Numa das passagens desta reportagem, constava, ele, os chineses na entrega das malas, e a sua entrada para o avião carregando as respectivas malas acompanhado pela sua trupe. 

Portugal constava assim nos aquirvos da Academia do SPD em Bad Münstereifel
"Com estima sincera do Socialista Português 19 de Abril de 1973, Mário Soares "
 Dos arquivos da academia Münstereifeler:
 "Mário Soares em solo Português ou fora dele trabalhava para os inimigos de Portugal".
Ver Arquivos da academia Münstereifeler.

A casa Münstereifeler da Fundação Friedrich Ebert ou Club Bilderberg em Bad Münstereifel foi - inspirado por Willy Brandt -



Willy Brandt quando se vestia à forma e hábito do socialismo comunista.


AS VÁRIAS CARAS OU MATIZES DE UM BASTARDO
Moscovo, 1987: Andrei Gromiko recebe Mário Soares,
que se fez presente, esperando que fluísse algum dinheiro da Russia.

.
Frank Carlucci/CIA - Mario Soares/CIA.

Esq. Mário Soares -  dir. Holden Roberto/FNLA.
(a tentativa de colagem rejeitada)

Setembro de 1987 no Porto, Mário Soares com Eduardo dos Santos, declara:
 "Portugal não será santuário da UNITA."
 
Alguns anos depois, convenientemente, sobre a UNITA e Jonas Malheiro Savimbi, afirmou: "Savimbi é o verdadeiro líder africano."


ANGOLA, “LIGAÇÕES PERIGOSAS” DE MÁRIO  E  JOÃO SOARES,
 NA  SUA  CAUSA   DA   "DESCOLONIZAÇÃO  FOI  ÓPTIMA":



*Acácio Barradas, sobre Mário Soares, no Jornal oficioso de Angola publica um artigo intitulado: 

“LIGAÇÕES PERIGOSAS” DE MÁRIO E JOÃO SOARES;
 «Um boelo» [burro, em kimbundo]. No qual Mário Soares é injuriado: «É mesmo um boelo esse bochechas. Nem vergonha tem naquela kalanga [cara] por tão grandes desavergonhices que estampam o seu mau carácter e maldade». Ainda no Jornal de Angola o escritor angolano António Francisco Adão Cortez ( Chicoadão ), referiu-se a João Soares, como «um gatuno comprovado das riquezas de Angola». O ministro angolano da Comunicação Social, Hendrick Vaal Neto, que acusou Mário Soares e seu filho João (na altura presidente da Câmara de Lisboa) de «beneficiarem do tráfico de diamantes». 
A UNITA chamou «criminosos de guerra» a Almeida Santos, António Guterres, Jaime Gama e Durão Barroso. "A amizade e a admiração que durante muitos anos aproximaram os Soares, pai e filho, de Jonas Savimbi, estão na origem de vários episódios que ensombraram as relações entre Angola e Portugal. Lisboa - A guerra de palavras que por vezes se verificou entre Angola e Portugal teve em Mário Soares e no seu filho João Soares dois destacados protagonistas. O folhetim teve início logo em 1975, na data da independência, pois Mário Soares, então ministro dos Negócios Estrangeiros do VI Governo Provisório, seria considerado co-responsável pelo regresso a Lisboa de um avião que levava a bordo uma representação (não oficial) portuguesa. 

Tal avião foi impedido de atingir Luanda, sob pretexto de que a capital angolana estava debaixo de fogo e não havia condições para aterrar, o que se provou ser uma falsidade. Recordando mais tarde, numa entrevista ao Diário de Lisboa, o clima que então se vivia nas altas esferas lisboetas, Álvaro Cunhal afirmou que, durante uma reunião do Conselho de Ministros em que participavam os líderes dos principais partidos e a Comissão de Descolonização, esta – constituída por militares do MFA – «propôs o reconhecimento, no dia 11, do Governo que se formasse em Luanda. Mas Sá Carneiro e Soares opuseram-se energicamente a tal solução. Entravam e saíam da sala. Interrompiam a reunião para “informarem” que as tropas sul-africanas pelo Sul, e da FLNA, pelo Norte, estariam em Luanda dentro de poucas horas. Diziam que Luanda estava já a ser bombardeada». E Cunhal concluiu: «Com toda a evidência, Mário Soares e Sá Carneiro jogaram, nesse momento, em cheio na invasão de Angola». 

A cerimónia da independência foi assim privada da presença de representantes portugueses, mas o Presidente Agostinho Neto soube interpretar devidamente essa ausência, dirigindo uma mensagem de amizade e de solidariedade ao povo português e às suas forças progressistas. Em Janeiro de 1976, encontrando-se de visita aos EUA, onde foi recebido pelo secretário de Estado Henry Kissinger, Mário Soares proferiu uma conferência na Universidade de Yale, defendendo para Angola uma solução negociada entre os três movimentos e desmentindo que Lisboa venha a reconhecer o Governo do MPLA. A realidade, porém, encarregar-se-ia de o desmentir logo no mês seguinte. Anos depois (em 1984), Mário Soares encontrar-se-ia em Washington com Alexander Haig, ex-secretário de Estado de Ronald Reagan, depois deste se ter avistado com Savimbi. Tal coincidência foi interpretada pela ANGOP como «uma cruzada de submissão aos mais altos interesses de Washington». 

A partir de 1986, entra na liça João Soares, que na qualidade de proprietário da editora Perspectivas & Realidades foi abordado pelo dirigente da UNITA, Alcides Sakala, para a publicação de um livro com poemas de Savimbi. Na sequência deste contacto, João Soares desloca-se à Jamba, perante os protestos da Embaixada de Angola em Lisboa. Após a visita, João Soares elogia Savimbi: «É um grande líder político contemporâneo na África de hoje». No ano seguinte, a pretexto de interceder pela libertação de dois cooperantes suecos que a UNITA fizera reféns, João Soares volta ao quartel-general da UNITA, na Jamba. E quando, em 1988, o Governo português recusa a Savimbi o visto para entrar em Portugal, João Soares concede uma entrevista ao semanário Expresso, em que afirma: «O MPLA não é o Governo legítimo de Angola». 

Entretanto, no Palácio de Belém, Mário Soares, na qualidade de Presidente da República, agracia com a Ordem do Infante Dom Henrique o empresário Horácio Roque, cuja mulher, Fátima Roque, acompanha Savimbi num périplo por vários países. O ano de 1989 é marcado pelo acidente aéreo de que em Setembro são vítimas, na Jamba, João Soares e outros deputados (Rui Gomes da Silva, do PSD, e Nogueira de Brito, do CDS), que tinham ido assistir ao Congresso da UNITA. O Cessna em que voavam para a Namíbia caiu, segundo alguns, por excesso de carga no tráfico de marfim, o que foi negado pelo respectivo piloto. João Soares ficou ferido e convalesceu em Pretória, em casa do casal Horácio e Fátima Roque. Um mês depois do acidente, por ocasião de uma visita oficial a França, Mário Soares recebeu Savimbi em Paris, acto que constituiu a primeira audiência de um Chefe de Estado português ao líder da UNITA, desde os Acordos de Alvor em 1975. 

Em resposta às críticas que a propósito lhe foram formuladas, declarou: «Savimbi não tem peste e recebi-o como um cidadão do mundo que fala com toda a gente com quem tem de falar». Mário Soares voltaria a receber Savimbi quando o líder da UNITA se deslocou a Portugal em Janeiro de 1990, sendo igualmente recebido por Cavaco Silva. Mas, enquanto Soares o recebeu no Palácio de Belém, na qualidade de Presidente da República, Cavaco Silva não o fez como primeiro-ministro, em virtude de que recebeu o líder da UNITA na sede do PSD, como líder do partido, estando na altura acompanhado por Durão Barroso, também este não na qualidade de ministro dos Estrangeiros mas como membro da comissão política nacional do PSD. Em 1992, João Soares demarca-se pela primeira vez de Savimbi, ao certificar-se de que este mandara fuzilar os dirigentes da UNITA Tito Chingondji e Wilson dos Santos. 

Por seu turno, Savimbi mostra-se desagradado com Cavaco Silva e Durão Barroso e declara que, se ganhar as eleições (realizadas em Setembro desse ano) o seu único interlocutor em Portugal será o Presidente Mário Soares. No ano seguinte, Mário Soares recebe uma delegação da UNITA, chefiada pelo general Ben-Ben. O MNE angolano, Venâncio de Moura, pede explicações. 
Na ocasião, o oficioso Jornal de Angola publica um artigo intitulado «Um boelo» [burro, em kimbundo], no qual Mário Soares é injuriado: «É mesmo um boelo esse bochechas. Nem vergonha tem naquela kalanga [cara] por tão grandes desavergonhices que estampam o seu mau caratismo e maldade». Encontro falhado em Maputo. A posse de Joaquim Chissano como Presidente de Moçambique, em 1994, dá ensejo a que Mário Soares e José Eduardo dos Santos se encontrem circunstancialmente em Maputo. Mas o Presidente angolano só teve tempo para uma audiência com Durão Barroso, falando exclusivamente com este sobre a situação angolana. 

No mesmo ano, o embaixador angolano, Ruy Mingas, a propósito de uma carta dirigida a José Eduardo dos Santos por Mário Soares, acusou este de «interferências incorrectas e abusivas» que teriam comprometido a presença de Angola na Cimeira Lusófona. 
O Governo português foi então alvo de críticas por ter reagido de forma discreta. Durão Barroso protestou junto do seu homólogo angolano, mas recusou-se a fazer qualquer desagravo público. De visita às Seychelles, em 1995, Mário Soares, em conversa descontraída com os jornalistas, após o jantar, falou de Angola (que visitaria oficialmente no ano seguinte) e sobre os líderes em confronto, emitindo esta opinião: «José Eduardo dos Santos é um homem banal. Não provoca a ninguém um virar de pescoço quando entra numa sala. Jonas Savimbi tem uma presença esmagadora. É um verdadeiro líder africano». Não obstante estas afirmações, Mário Soares soube ser diplomata na visita oficial que realizou a Angola em 1996, pois embora tenha recebido em Luanda uma representação da UNITA, recusou-se a ir ao Bailundo encontrar-se com Savimbi, o qual, por outro lado, se recusara a ir a Luanda para ser recebido por Soares. 

A escalada verbal atingiria um nível sem precedentes no ano 2000. Através de um artigo no Expresso, Mário Soares acusou o Governo angolano de graves violações dos direitos humanos na escalada da guerra e no cerceamento da liberdade de Imprensa, com realce para a prisão e julgamento do jornalista Rafael Marques por ter escrito um artigo («O Baton da Ditadura», publicado no semanário luandense Agora) considerado difamatório do Presidente José Eduardo dos Santos. A propósito, Soares enunciou detalhadamente a posição condenatória do regime angolano, em que participara como deputado do Parlamento Europeu reunido em Estrasburgo. 
O ‘fait divers’ de Gama A reacção não se fez esperar, por intermédio do ministro angolano da Comunicação Social, Hendrick Vaal Neto, que acusou Mário Soares e seu filho João (na altura presidente da Câmara de Lisboa) de «beneficiarem do tráfico de diamantes feito pela UNITA», acusação logo corroborada pelo deputado angolano MacMahon. 

Em Portugal, estas declarações inflamaram todos os sectores da opinião pública, pondo em confronto diversos graus de entendimento do caso e da sua gravidade. O Presidente Jorge Sampaio, regressado de uma visita á Roménia, escreveu ao seu homólogo angolano, considerando as declarações do ministro «inaceitavelmente caluniosas». Também o primeiro-ministro, António Guterres, escreveu uma carta ao Presidente angolano, dando conhecimento da mesma a Mário Soares. No entanto, a reacção do MNE Jaime Gama, que considerou o caso um ‘fait divers’, limitando-se a falar com o seu homólogo e a pedir mais contenção, suscitou um coro de críticas, inclusivamente dentro do seu próprio partido. 
O assunto foi a debate na Assembleia da República, onde curiosamente a proposta aprovada não foi a do PS mas a redigida pelo Bloco de Esquerda, em que se repudiavam as palavras do ministro angolano e se manifestava solidariedade, não aos Soares, mas «a todos aqueles que em Angola lutam pela paz, pela defesa dos direitos humanos e das liberdades democráticas». 

Perante as vozes inflamadas que se levantaram (Paulo Portas chegou a dizer que «Portugal está a sofrer um vexame diplomático») não faltaram também os apelos ao bom senso, por vezes com perguntas dirigidas à memória dos mais exaltados: quando a UNITA chamou «criminosos de guerra» a Almeida Santos, António Guterres, Jaime Gama e Durão Barroso, alguém tomou posição e manifestou solidariedade? Alguém se lembra da resposta do Governo de Cavaco quando Jonas Savimbi chamou «garoto» ao então ministro Durão Barroso? No auge da contenda – que se arrastou nos media semanas a fio – ouve excessos de linguagem de parte a parte. Assim, por exemplo, um tal Chicoadão referiu-se a João Soares, nas páginas do Jornal de Angola, como «um gatuno comprovado das riquezas de Angola». 

Por seu turno, João Soares, numa entrevista ao semanário Expresso, classificou os dirigentes angolanos como «um bando de cleptócratas». O mesmo jornal resolveu ouvir o ex-dirigente do PS, Rui Mateus, que durante anos fora responsável pelas relações internacionais do partido e que era autor do polémico livro Memórias de um PS desconhecido. Das suas declarações, importa reter esta revelação: «Pela minha parte, o PS nunca recebeu nada, nem do MPLA nem da UNITA. O PS mantinha relações clandestinas com a UNITA, mas não por mim. Eram relações escondidas, que o dr. Soares durante muito tempo manteve confidenciais», em virtude de «não querer que isso fosse do conhecimento da Internacional Socialista, onde o movimento da UNITA não era reconhecido». Esclarecedor. 
*Acácio Barradas é um jornalista português. Trabalhou em Luanda nos matutinos O Comércio e A Província de Angola e foi chefe de redacção do ABC-Diário de Angola e dos semanários Jornal do Congo e revista Notícia. Regressou a Portugal em 1968 e foi chefe de redacção do Diário Popular, Diário de Lisboa e Diário de Notícias. Actualmente, dedica-se a trabalhos de investigação histórica.


"LIGAÇÕES PERIGOSAS" DE MÁRIO SOARES E JOÃO SOARES.

Continuação do Artigo de Acácio Barradas: 
No Portugal Digital, em complemento à série "Angola e Portugal, 30 anos de relações acidentadas", o artigo de Acácio Barradas sobre a família Soares.

Angola e Portugal, as "ligações perigosas" de Mário e João Soares.
Porto, Setembro 1987. Mário Soares, com Eduardo dos Santos, declara que “Portugal não será santuário da UNITA”.
A amizade e a admiração que durante muitos anos aproximaram os Soares, pai e filho, de Jonas Savimbi, estão na origem de vários episódios que ensombraram as relações entre Angola e Portugal.
Lisboa - A guerra de palavras que por vezes se verificou entre Angola e Portugal teve em Mário Soares e no seu filho João Soares dois destacados protagonistas. O folhetim teve início logo em 1975, na data da independência, pois Mário Soares, então ministro dos Negócios Estrangeiros do VI Governo Provisório, seria considerado co-responsável pelo regresso a Lisboa de um avião que levava a bordo uma representação (não oficial) portuguesa. Tal avião foi impedido de atingir Luanda, sob pretexto de que a capital angolana estava debaixo de fogo e não havia condições para aterrar, o que se provou ser uma falsidade.

Recordando mais tarde, numa entrevista ao Diário de Lisboa, o clima que então se vivia nas altas esferas lisboetas, Álvaro Cunhal afirmou que, durante uma reunião do Conselho de Ministros em que participavam os líderes dos principais partidos e a Comissão de Descolonização, esta – constituída por militares do MFA – «propôs o reconhecimento, no dia 11, do Governo que se formasse em Luanda. Mas Sá Carneiro e Soares opuseram-se energicamente a tal solução. Entravam e saíam da sala. Interrompiam a reunião para “informarem” que as tropas sul-africanas pelo Sul, e da FLNA, pelo Norte, estariam em Luanda dentro de poucas horas. Diziam que Luanda estava já a ser bombardeada». E Cunhal concluiu: «Com toda a evidência, Mário Soares e Sá Carneiro jogaram, nesse momento, em cheio na invasão de Angola».

A cerimónia da independência foi assim privada da presença de representantes portugueses, mas o Presidente Agostinho Neto soube interpretar devidamente essa ausência, dirigindo uma mensagem de amizade e de solidariedade ao povo português e às suas forças progressistas.
Em Janeiro de 1976, encontrando-se de visita aos EUA, onde foi recebido pelo secretário de Estado Henry Kissinger, Mário Soares proferiu uma conferência na Universidade de Yale, defendendo para Angola uma solução negociada entre os três movimentos e desmentindo que Lisboa venha a reconhecer o Governo do MPLA.
A realidade, porém, encarregar-se-ia de o desmentir logo no mês seguinte.
Anos depois (em 1984), Mário Soares encontrar-se-ia em Washington com Alexander Haig, ex-secretário de Estado de Ronald Reagan, depois deste se ter avistado com Savimbi. Tal coincidência foi interpretada pela ANGOP como, «uma cruzada de submissão aos mais altos interesses de Washington».

A partir de 1986, entra na liça João Soares, que na qualidade de proprietário da editora Perspectivas & Realidades foi abordado pelo dirigente da UNITA, Alcides Sakala, para a publicação de um livro com poemas de Savimbi. Na sequência deste contacto, João Soares desloca-se à Jamba, perante os protestos da Embaixada de Angola em Lisboa. Após a visita, João Soares elogia Savimbi:
«É um grande líder político contemporâneo na África de hoje». No ano seguinte, a pretexto de interceder pela libertação de dois cooperantes suecos que a UNITA fizera reféns, João Soares volta ao quartel-general da UNITA, na Jamba. E quando, em 1988, o
Governo português recusa a Savimbi o visto para entrar em Portugal, João Soares concede uma entrevista ao semanário Expresso, em que afirma: «O MPLA não é o Governo legítimo de Angola».

Entretanto, no Palácio de Belém, Mário Soares, na qualidade de Presidente da República, agracia com a Ordem do Infante Dom Henrique o empresário Horácio Roque, cuja mulher, Fátima Roque, acompanha Savimbi num périplo por vários países.
O ano de 1989 é marcado pelo acidente aéreo de que em Setembro são vítimas, na Jamba, João Soares e outros deputados (Rui Gomes da Silva, do PSD, e Nogueira de Brito, do CDS), que tinham ido assistir ao Congresso da UNITA.
O Cessna em que voavam para a Namíbia caiu, segundo alguns, por excesso de carga no tráfico de marfim, o que foi negado pelo respectivo piloto. João Soares ficou ferido e convalesceu em Pretória, em casa do casal Horácio e Fátima Roque.
Um mês depois do acidente, por ocasião de uma visita oficial a França, Mário Soares recebeu Savimbi em Paris, acto que constituiu a primeira audiência de um Chefe de Estado português ao líder da UNITA, desde os Acordos de Alvor em 1975.
Em resposta às críticas que a propósito lhe foram formuladas, declarou:
«Savimbi não tem peste e recebi-o como um cidadão do mundo que fala com toda a gente com quem tem de falar».

Mário Soares voltaria a receber Savimbi quando o líder da UNITA se deslocou a Portugal em Janeiro de 1990, sendo igualmente recebido por Cavaco Silva. Mas, enquanto Soares o recebeu no Palácio de Belém, na qualidade de Presidente da República, Cavaco Silva não o fez como primeiro-ministro, em virtude de que recebeu o líder da UNITA na sede do PSD, como líder do partido, estando na altura acompanhado por Durão Barroso, também este não na qualidade de ministro dos Estrangeiros mas como membro da comissão política nacional do PSD.
Em 1992, João Soares demarca-se pela primeira vez de Savimbi, ao certificar-se de que este mandara fuzilar os dirigentes da UNITA Tito Chingondji e Wilson dos Santos.
Por seu turno, Savimbi mostra-se desagradado com Cavaco Silva e Durão Barroso e declara que, se ganhar as eleições (realizadas em Setembro desse ano) o seu único interlocutor em Portugal será o Presidente Mário Soares.
No ano seguinte, Mário Soares recebe uma delegação da UNITA, chefiada pelo general Ben-Ben.

O MNE angolano, Venâncio de Moura, pede explicações. Na ocasião, o oficioso Jornal de Angola publica um artigo intitulado «Um boelo» [burro, em kimbundo], no qual Mário Soares é injuriado: «É mesmo um boelo esse bochechas. Nem vergonha tem naquela kalanga [cara] por tão grandes desavergonhices que estampam o seu mau caratismo e maldade».
Encontro falhado em Maputo.
A posse de Joaquim Chissano como Presidente de Moçambique, em 1994, dá ensejo a que Mário Soares e José Eduardo dos Santos se encontrem circunstancialmente em Maputo. Mas o Presidente angolano só teve tempo para uma audiência com Durão Barroso, falando exclusivamente com este sobre a situação angolana.
No mesmo ano, o embaixador angolano, Ruy Mingas, a propósito de uma carta dirigida a José Eduardo dos Santos por Mário Soares, acusou este de «interferências incorrectas e abusivas» que teriam comprometido a presença de Angola na Cimeira Lusófona. O Governo português foi então alvo de críticas por ter reagido de forma discreta. Durão Barroso protestou junto do seu homólogo angolano, mas recusou-se a fazer qualquer desagravo público.

De visita às Seychelles, em 1995, Mário Soares, em conversa descontraída com os jornalistas, após o jantar, falou de Angola (que visitaria oficialmente no ano seguinte) e sobre os líderes em confronto, emitindo esta opinião: «José Eduardo dos Santos é um homem banal. Não provoca a ninguém um virar de pescoço quando entra numa sala. Jonas Savimbi tem uma presença esmagadora. É um verdadeiro líder africano».
Não obstante estas afirmações, Mário Soares soube ser diplomata na visita oficial que realizou a Angola em 1996, pois embora tenha recebido em Luanda uma representação da UNITA, recusou-se a ir ao Bailundo encontrar-se com Savimbi, o qual, por outro lado, se recusara a ir a Luanda para ser recebido por Soares.
A escalada verbal atingiria um nível sem precedentes no ano 2000. Através de um artigo no Expresso, Mário Soares acusou o Governo angolano de graves violações dos direitos humanos na escalada da guerra e no cerceamento da liberdade de Imprensa,
com realce para a prisão e julgamento do jornalista Rafael Marques por ter escrito um artigo («O Baton da Ditadura», publicado no semanário luandense Agora) considerado difamatório do Presidente José Eduardo dos Santos.

A propósito, Soares enunciou detalhadamente a posição condenatória do regime angolano, em que participara como deputado do Parlamento Europeu reunido em Estrasburgo. O 'fait divers' de Gama.
A reacção não se fez esperar, por intermédio do ministro angolano da Comunicação Social, Hendrick Vaal Neto, que acusou Mário Soares e seu filho João (na altura presidente da Câmara de Lisboa) de «beneficiarem do tráfico de diamantes», acusação logo corroborada pelo deputado angolano MacMahon.
Em Portugal, estas declarações inflamaram todos os sectores da opinião pública, pondo em confronto diversos graus de entendimento do caso e da sua gravidade. O Presidente Jorge Sampaio, regressado de uma visita á Roménia, escreveu ao seu homólogo angolano, considerando as declarações do ministro «inaceitavelmente caluniosas». Também o primeiro-ministro, António Guterres, escreveu uma carta ao Presidente angolano, dando conhecimento da mesma a Mário Soares. No entanto, a reacção do MNE Jaime Gama, que considerou o caso um 'fait divers', limitando-se a falar com o seu homólogo e a pedir mais contenção, suscitou um coro de críticas, inclusivamente dentro do seu próprio partido. 

O assunto foi a debate na Assembleia da República, onde curiosamente a proposta aprovada não foi a do PS mas a redigida pelo Bloco de Esquerda, em que se repudiavam as palavras do ministro angolano e se manifestava solidariedade, não aos Soares, mas «a todos aqueles que em Angola lutam pela paz, pela defesa dos direitos humanos e das liberdades democráticas».
Perante as vozes inflamadas que se levantaram (Paulo Portas chegou a dizer que «Portugal está a sofrer um vexame diplomático») não faltaram também os apelos ao bom senso, por vezes com perguntas dirigidas à memória dos mais exaltados: quando a UNITA chamou «criminosos de guerra» a Almeida Santos, António Guterres, Jaime Gama e Durão Barroso, alguém tomou posição e manifestou solidariedade? Alguém se lembra da resposta do Governo de Cavaco quando Jonas Savimbi chamou «garoto» ao então ministro Durão Barroso?

No auge da contenda – que se arrastou nos media semanas a fio – ouve excessos de linguagem de parte a parte. Assim, por exemplo, um tal Chicoadão referiu-se a João Soares, nas páginas do Jornal de Angola, como «um gatuno comprovado das riquezas
de Angola». Por seu turno, João Soares, numa entrevista ao semanário Expresso, classificou os dirigentes angolanos como «um bando de cleptócratas». O mesmo jornal resolveu ouvir o ex-dirigente do PS, Rui Mateus, que durante anos fora responsável pelas relações internacionais do partido e que era autor do polémico livro Memórias de um PS desconhecido. Das suas declarações,importa reter esta revelação:
«Pela minha parte, o PS nunca recebeu nada, nem do MPLA nem da UNITA. O PS mantinha relações clandestinas com a UNITA, mas não por mim. Eram relações escondidas, que o dr. Soares durante muito tempo manteve confidenciais», em virtude de «não querer que isso fosse do conhecimento da Internacional Socialista, onde o movimento da UNITA não era reconhecido».

Esclarecedor. Esta peça complementa um artigo sobre as relações luso-angolanas publicado na última edição da revista Espaço África.

* Acácio Barradas é um jornalista português. Trabalhou em Luanda nos matutinos O Comércio e A Província de Angola e foi chefe de redacção do ABC-Diário de Angola e dos semanários Jornal do Congo e revista Notícia.
Regressou a Portugal em 1968 e foi chefe de redacção do Diário Popular, Diário de Lisboa e Diário de Notícias. Actualmente, dedica-se a trabalhos de investigação histórica.


                 NA ROTA DO NARCOTRÁFICO E TRÁFICO DAS RIQUEZAS DE ANGOLA:
João Soares no regresso ao lugar onde o Cessna 340 se despenhou no Sul de Angola,
por excesso de carga, quando transportava marfim e diamantes.

A Jamba era o centro nevrálgico do tráfico de marfim, diamantes, madeiras preciosas e droga! 
O texto abaixo foi extraído do livro “Eden’s Exiles”  subtítulo “One Soldier’s Fight For Paradise” do coronel Jan Breytenbach o fundador do 32 Buffalo Battalion, Batalhão Búfalo, e que foi treinado por ele na Faixa de Caprivi. A Faixa de Caprivi  é um pedaço de terra entre o norte de Botswana, sul de Angola, e Zâmbia. 

"Pouco depois da descolagem o avião caiu pela excessiva carga de marfim e embateu numa árvore, despenhando-se em chamas. O  filho do então Presidente da República ficou entre a vida e a morte. Os outros dois deputados sofreram ferimentos mais ligeiros.
Joaquim Augusto, piloto e dono do avião que caiu na Jamba, com João Soares a bordo, recebeu três mil toneladas de marfim em pagamento por serviços prestados.
O coronel Jan Breytenbach denunciou os mafiosos e foi saneado
"Exigi que acabasse imediatamente com o tráfico de marfim e de droga entre a Zâmbia, Jamba e Joanesburgo”, conta Breytenbach. Mas exigiu mais: 
“Vejam-se livres da máfia portuguesa e tomem imediatamente medidas porque estão a dizimar as manadas de elefantes e rinocerontes”. A resposta foi eloquente. E não tardaram as sanções contra ele. O coronel Breytenbach pediu para passar à reserva porque queria gerir o parque natural de Caprivi, na Namíbia. Iniciou funções mas por pouco tempo. A máfia de traficantes de droga, marfim e diamantes mexeu os cordelinhos em Pretória e ele foi despedido sem qualquer justificação.

O mesmo aconteceu a um jovem tenente que em 1987 e 1988 foi combater no Cuando Cubango.
O coronel Ian Breytenbach conta como foi saneado:
“o jovem tenente informou-me que ao regressar de uma operação em Angola, estava sem mantimentos para a sua tropa. Foi ao Rundu abastecer-se num armazém da Inteligência Militar. Abriu uma caixa e estava cheia de dentes de elefante. Abriu outra e outra, a mesma coisa. Todas as caixas do armazém, em vez de víveres, estavam cheias de marfim”. As caixas iam ser trocadas por outras cheias de víveres, mas os camiões estavam atrasados. 
O jovem oficial, “como um bom soldado, decidiu comunicar o facto ao seu comandante. Ele ouviu o relato, ficou irritado, fechou a porta do gabinete e começou a ameaçar o jovem dizendo que ia ter problemas graves na vida se divulgasse a sua descoberta.
A máfia que tinha na Jamba o supermercado de droga tremeu. 
Os garimpeiros de diamantes e os traficantes de marfim e Mandrax perceberam que as suas actividades criminosas estavam a chegar ao fim. 
Os turistas da Jamba entravam e saíam a uma velocidade estonteante. Chegavam de bolsos vazios e partiam com as malas cheias. A ambição levou ao fim dos negócios de uma forma fortuita. 

No dia 7 de Outubro de 1989 o jornal “Whindhoek Observer” publica uma notícia de primeira página que põe a nu a rede mafiosa. “A frota aérea civil do país, considerável à luz da sua pequena população, perdeu um bimotor pressurizado, Cessna 340 com a matrícula 3D-A-F-C, quando se despenhou logo após a descolagem, no Sul de Angola, perto da sede da UNITA. João Soares, filho de Mário Soares, na época, Presidente da República Portuguesa estava a bordo e sofreu ferimentos graves”.
O avião estava registado na Suazilândia e era propriedade de Joaquim da Silva Augusto, um homem muito rico, proprietário do grupo J&C. O jornal da Namíbia refere que “não se sabe quem autorizou um voo civil a cruzar a fronteira para a Jamba onde se encontrava a base da UNITA em Angola”.

Excesso de marfim
No dia seguinte, a Imprensa sul-africana dava detalhes importantes: “caiu o avião do proprietário de um grande império de negócios e de um armazém de reabastecimento das guerrilhas da UNITA”. Os jornais eram unânimes: “o avião do senhor Augusto foi forçado a aterrar, logo após a descolagem, por causa da excessiva carga de marfim que transportava, além dos passageiros João Soares (Partido Socialista Português), Rui Gomes da Silva (deputado do PSD de Portugal), Nogueira de Brito (deputado do CDS de Portugal) e Gepperth Rainer, alemão, da Fundação Hans Seidel.
O jornal da Namíbia voltou à carga no dia seguinte e dá um pormenor importante: “não foi permitido o contacto dos jornalistas com os feridos, incluindo o senhor Augusto". Em Windhoek, o chefe da Conservação da Natureza, Polla Swart, disse que o advogado do milionário português, amigo da família do Presidente Mário Soares, estragou tudo.

Camiões de marfim
Barnard Hennie, advogado do abastecedor da UNITA, confirmou à imprensa que “o camião apreendido com uma carga de marfim avaliada em 3,5 milhões de rands é propriedade do senhor Augusto”. Augusto levava na sua frota alimentos para a UNITA e os camiões regressavam carregados de marfim e madeira. Os diamantes e a droga viajavam de avião.
Joaquim da Silva Augusto era considerado um dos homens mais ricos da África do Sul. Tinha uma cadeia de supermercados e um grande armazém no Rundu, ponto de partida para os abastecimentos logísticos à UNITA.
Um jornal sul-africano deu uma notícia sobre o acidente aéreo que pode explicar o que estava em jogo. O título da notícia: “milionário ligado a um grande crime”. O milionário é Joaquim Augusto e o crime, tráfico de marfim e de diamantes. A notícia refere que “o desastre ocorreu no Sul de Angola, e que o local que é estritamente vigiado e não é permitida a entrada a nenhum repórter. Um jornalista foi tratado de forma violenta e hostil, quando tentou aproximar-se do local do acidente”.

Internamento secreto
Em Pretória os portugueses, João Soares, Rui Gomes da Silva deputado do PSD,
Nogueira de Brito, do CDS, Joaquim Augusto e Gepperth Rainer foram internados num hospital militar, numa ala onde apenas podia entrar pessoal autorizado pelos serviços secretos.

“foram liquidados 100.000 elefantes para ajudar a financiar a guerra”. As presas dos elefantes e os chifres dos rinocerontes foram armazenados na Jamba. As mafias colocavam o marfim em Hong Kong, os diamantes em Pretória e na Europa e a madeira preciosa na Namíbia, os turistas da Jamba, entre os quais a família Soares, e os seus “embaixadores”, entre os quais um comerciante português, Arlindo Manuel Maia, dono de uma empresa de transportes em Joanesburgo e com “filial” no Rundu. Outro mafioso era José Francisco Lopes, comerciante no Rundu e tido como multimilionário.
A Environmentand Animal Welfare explicou que o contrabando de marfim se fazia através da faixa de Caprivi. O coronel Breytenbach foi directamente ao assunto: “descobri uma máfia que contrabandeava dentes de elefante e chifres de rinoceronte, diamantes, madeira e droga”.

“Durante longos anos, quantidades indefinidas de predras preciosas. 
Toneladas de Droga.
Milhares de animais liquidados, elefantes e rinocerontes, para este tráfico.
Milhões de toneladas de madeira foram roubados de Angola e serradas em tábuas numa serração pertencente à InterFrama, em Bwabwata. Milhões de árvores foram derrubadas nas savanas do Cuando Cubango para traficar a madeira. Uma catástrofe ambiental sem precedentes e que ficou sem castigo."


"Do Jornal de Angola:
Uma enfermeira portuguesa conta ao Jornal de Angola o que sucedeu: “eu e meu marido soubemos que o nosso amigo Joaquim Silva teve um acidente grave e estava no meu hospital. Fui imediatamente para lá.  Só nesse momento soube que também estava internado João Soares, filho de Mário Soares. No dia seguinte recebeu a visita da mãe e da esposa. Eu pus-me à disposição deles”. 

Esse deputados portugueses foram internados num hospital militar numa ala controlada pelos serviços secretos. João Soares diz que o Jornal de Angola o acusou de tráfico de marfim e de diamantes. Mas quem falou em tráfico e em “crime grave” foi a imprensa da Africa do Sul.

Jornal de Angola - 22/05/2014."


  

Tenente-coronel Jan Breytenbach
 ele foi, também, o fundador e primeiro comandante do 1Comando de Reconhecimento (1 recce) que foi as primeiras forças especiais Sul-Africanas - precursor da actual Brigada das Forças Especiais do SANDF a Força de Defesa Nacional Sul-Africana equivalente ao  SAS britânico (Serviço Aéreo Especial).
 Interior do livro “Eden’s Exiles One Soldier’s Fight For Paradise”

delito gravíssimo e de cunho hediondo deste tráfico, é ainda maior, por ser realizado  aquando Angola se encontrava sob um pantanal de sangue por uma violenta e terrificante "guerra fratricida". Esta abominável corja de criminosos sem escrúpulos e destituida de qualquer valor moral contribuiram para o prolongamento da guerra,  convertendo a morte e os sacrifícios de um povo, como benefício acrescido para a prática do do roubo e tráfico das riquezas de Angola.


                                                Rogéria Gillemans




MOÇAMBIQUE,
 A "DESCOLONIZAÇÃO EXEMPLAR".



FICHEIROS SECRETOS SOBRE MOÇAMBIQUE E MÁRIO SOARES,
"CONFIDENCIAL", MÁRIO SOARES OFEREÇEU MOÇAMBIQUE À FRELIMO:



Estes documentos fazem parte dos arquivos secretos dos Estados Unidos, da República Democrática Alemã e da União Soviética, sobre os acontecimentos que marcaram a África Austral durante a década de 70. Todos estes papéis foram agora finalmente desclassificados, encontrando-se ao dispor dos investigadores nos National Security Archives, em Washington. 
Neles se revelam alguns dos aspectos mais dramáticos da história da "descolonização portuguesa" e das guerras civis que se seguiram nas antigas "colónias". Demonstram sobretudo algumas das atitudes assumidas pelos principais protagonistas políticos que, na altura, conduziam a política externa dos seus países. Documento do departamento de Estado norte-americano sobre a descolonização de Moçambique, classificado como “secreto”. Nele se dá conta da opinião de Mário Soares, favorável à entrega imediata da colónia à Frelimo. Sem dar qualquer relevância à possível falta de representatividade do movimento marxista moçambicano.

Este primeiro documento cita a opinião do então ministro dos Negócios Estrangeiros, Mário Soares, sobre a descolonização de Moçambique: “A transferência imediata do poder para a Frelimo é a única saída para Portugal, independentemente de a Frelimo ser ou não realmente representativa da maioria da população”. Esta verdadeira entrega sem discussões do país à Frente de Libertação de Moçambique justificava-se, segundo o ex-Presidente da República, como a única forma de terminar definitivamente com a guerra.
De acordo com os norte-americanos, Soares entendia que se Portugal não fizesse esta outorga do poder “as tropas portuguesas iriam recusar-se a combater, o que resultaria num Moçambique independente governado pela Frelimo mas hostil a Portugal”.
Ao transferir o poder para os homens de Samora Machel, Mário Soares explicava desta forma “Portugal manterá a capacidade de exercer influência sobre o Governo de Moçambique”. O documento confidencial, intitulado “A escolha como Soares a vê”, explica mais adiante que o ministro dos Negócios Estrangeiros do I Governo Provisório acreditava que se Portugal aceitasse incondicionalmente “a Frelimo como condutora do processo de independência, Moçambique irá manter no futuro ligações linguísticas, culturais e económicas com Portugal e desejará manter permanentemente a presença portuguesa no território”.

 30 de Maio de 1974: Telex do cônsul norte-americano em Luanda, relatando um encontro ocorrido a 24 de Maio entre António Almeida Santos, ministro da Coordenação Interterritorial, o cônsul americano em Luanda, Everett Ellis Briggs, e o seu colega italiano.
O actual presidente da Assembleia da República dizia que não havia outro caminho para Angola e Moçambique que não fosse “a imediata autodeterminação”. Segundo este documento, Almeida Santos afirmou no encontro com o cônsul norte-americano, Everett Briggs, que “o Governo provisório angolano não deverá depender de Lisboa: é impensável que Lisboa vá continuar a dirigir os assuntos angolanos e moçambicanos. A autonomia será conduzida para que o imediato exercício da autodeterminação possa ser genuíno”.
À altura, o então ministro da Coordenação Interterritorial ainda defendia que “a autodeterminação incluirá as opções de federação com Portugal ou de independência total”. Uma ideia que foi, como se sabe, rapidamente ultrapassada. Segundo o que relata Everett Briggs, mais tarde embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, o Governo português mostrava-se claramente optimista no apoio de Angola “à manutenção de laços económicos e culturais com Portugal”, que deveria preservar também “responsabilidades partilhadas na área da Defesa durante algum tempo”.

Na reunião, que durou apenas “alguns minutos”, Almeida Santos teve tempo para defender ainda que “Cabinda terá de permanecer como parte integrante de Angola. Se Cabinda tivesse uma relação separada com Portugal, o resto de Angola seria vulnerável à desintegração.
Quando o ministro hoje se encontrar com uma delegação de Cabinda, tenciona abrir as conversações com uma declaração anti-separatista”. Almeida Santos referiu depois que “os EUA deveriam estar satisfeitos com o facto de Portugal ter finalmente aceite o princípio da autodeterminação”. Quanto à possibilidade de Washington oferecer assistência económica a Angola e Moçambique durante a “transição”, o responsável norte-americano “não deu qualquer tipo de encorajamento” aos pedidos do socialista português.
2 de Agosto de 1974: Documento classificado do departamento de Estado com o título “Descolonização em Angola: o passo acelera”. Nele se refere que “o conceito de Spínola de uma federação lusitana” se tinha tornado obsoleto. A fonte deste relatório secreto é um membro do Movimento das Forças Armadas, coronel Silva Cardoso, que revelou “os planos do MFA para realizar a independência antecipada de Angola sem a realização de um referendo”.

No texto da funcionária norte-americana, Marianne L. Cook, salienta-se que “o processo de descolonização em Angola foi acelerado com o novo Governo Provisório português dominado pelo MFA”, tornando obsoleto “o conceito de Spínola de uma Federação Lusitana”.
Já nesta data os norte-americanos reconhecem que, “apesar de Angola dever ser o último dos três territórios a obter a independência, vai consegui-la sem a realização de um referendo e muito antes do tempo previsto” por Portugal.
A fonte principal deste documento foi o coronel António da Silva Cardoso, membro do MFA enviado para Angola numa “comissão de averiguação” a recentes tumultos entretanto verificados. O relatório norte-americano afirma, preto-no-branco, que Silva Cardoso revelou “ao nosso cônsulo-geral em Luanda os planos do MFA para realizar uma independência antecipada sem realização, de um referendo”.
Lembre-se que a politica oficial do Governo na altura, tambem defendida por António de Spínola, que era ainda Presidente da República , afirmava que a independência de Angola só deveria acontecer depois da realização de uma consulta popular” aos povos a autodeterminar”.

O plano do MFA para a independência de Angola revelado por Silva Cardoso aos americanos, dependia de “um acordo prévio entre os três movimentos de libertação, as comunidades brancas e mestiças”, no sentido de formar um “ Governo provisório de coligação” semelhante ao que na altura existia em Portugal. As eleições democráticas seriam realizadas só depois da independência. Esta coligação impossível deveria incluir as três fracções do MPLA que na altura disputavam o poder, respectivamente lideradas por Agostinho Neto, Daniel Chipenda e pelo chamado, ”grupo de Pinto de Andradre”, englobando também a FNLA e a UNITA.
O MFA esperava que um, ”MPLA unificado” – preferivelmente sob a liderança do moderado Pinto de Andradre – poderia conseguir governar uma “ Angola multi-racial”. Uma ilusão que veio a sair cara aos antigos “colonos portugueses” e ao povo Angolano em geral. Aparentemente, as conversas travadas entre os norte-americanos e o representante do MFA visavam obter o apoio de Washington para esta causa portuguesa.

Lisboa pretendia que os EUA viessem a pressionar a FNLA de Holden Roberto para que aceitasse participar no Governo de coligação. Lisboa confiava igualmente nos “bons ofícios” de Washington para assegurar o apoio de presidente zairense, Mobutu Sese Seko, ao plano de Portugal. Silva Cardoso revelou ainda “a sua preocupação com a eventual tomada de Cabinda por Mobutu” – o enclave angolano era considerado pelos portugueses como “ militar mente indefensável “.
Do ponto de vista do departamento Estado norte-americano, eram vários os problemas que poderiam inviabilizar este plano do MFA. Em primeiro lugar, “a atitude Holden Roberto”, que resistia à unificação dos movimentos rebeldes. Depois, “ a posição de Mobutu”, que pretendia assegurar um maior acesso ao mar e ao petróleo, só possível mediante a conquista de Cabinda. Em clara oposição mantinham-se também os colonos portugueses, “alguns dos quais mostrando-se dispostos a inviabilizar o projecto de Lisboa”.
Finalmente, e mais importante, o plano do MFA exigia que ”o Governo português tivesse capacidade de manter forças militares em Angola pelo menos durante algum tempo depois da independência”.

8 de Maio de 1974: Documento do Departamento da Defesa dos Estados Unidos, mais precisamente da Defense Intelligence Agency os serviços de informações militares. Aqui se relata a visita de Costa Gomes a Angola em 5 de Maio de 74. Comentando a visita de Costa Gomes, na altura membro da Junta de Salvação Nacional e CEMGFA, efectuada em 5 de Maio a Angola, os norte-americanos referem que o general “ prometeu que os guerrilheiros presos seriam libertados em troca da cessação imediata de hostilidades”.
Este facto conhecido é, no entanto, interpretado pelos EUA como sendo “ essencialmente motivado por questões de política interna” em Lisboa. Com esta acção, diz o documento, Costa Gomes esperava vir a “diminuir as pressões em Portugal por parte dos mais esquerdistas que defendem a independência imediata, negando também qualquer estatuto especial aos movimentos de libertação em futuras negociações”. Curiosamente, nesta altura, Costa Gomes surge como um travão aos elementos do MFA mais radicais empenhados numa” descolonização instantânea”. Uma posição que o próprio general irá deixar cair meses mais tarde, depois dos acontecimentos do 28 de Setembro, quando assume a presidência da República com o apoio da Comissão Coordenadora do MFA.

24 de Dezembro de 1974: Telex do cônsul norte-americano em Luanda sobre “a indisciplina das tropas portuguesas no território”. Meses depois do golpe de 25 de Abril, o estado das tropas portuguesas em Angola aproximava-se da anarquia, as ordens recebidas eram de não protecção, nem ajuda à população branca. MFA em Angola estava nesta altura a organizar equipas de oficiais, sargentos e praças para efectuar visitas às unidades que procuravam restabelecer o “sentido da disciplina e da responsabilidade”. As “fontes próximas” dos Estados Unidos afirmavam que “o Exercito está dividido entre os que querem partir imediatamente para a metrópole, independentemente das consequências, e os que sentem que têm a obrigação de assegurar a segurança e a defesa dos interesses dos seus compatriotas durante este período difícil”.
O documento não pode ser mais claro sobre o estado das forças portuguesas em Angola. “Considerando o aspecto das tropas e a sua recente falta de vontade para combater, o moral é provavelmente mais baixo do que o Alto – Comando português admite”, dizem os americanos.



De 28 a 31 de Outubro de 1975 recebeu em Lisboa Nicolae Ceausescu "o Facínora Ditador da Romênia Socialista" a quem admirava e se declarou amigo chegando apresentar como modelo, a seguir, para Portugal. E a  exemplo do seu amigo, Nicolae Ceauşescu, também,  pretendeu  instituir o culto da sua pessoa para se converter numa figura popular para domínio do poder, e pretendeu, igualmente, colocar a "família" nos comandos estatais do País.



A 25 de Dezembro de 1989, 
Nicolae Ceaușescu Presidente da Romênia Socialista, e Elena Ceaușescu Vice-Primeira-Ministra da Romênia Socialista, foram executados por crimes contra o povo romeno.


                                         "O GANGSTER DO CRIME ORGANIZADO"
             A Propensão ao crime fez dele "O homem preferido pelos traficantes de armas".
Na esteira da Revolução de todos os Crimes deu livre curso à sua ganância pelo poder: 
Explorou povos; Contribuiu fortemente para a destruição da Nação e aos assassinatos dos povos nas províncias ultramarinas portuguesas; 
Sem ética moral escrúpulos nem constrangimento instigou ao genocídio dos portugueses de Angola; Explorou a seu favor os dramas, o luto e a fuga dos portugueses à guerra em Angola.
Converteu os crimes dolosos e os crimes contra a humanidade em benefício pessoal para se enriquecer e auto proclamar-se  salvador da pátria pai da democracia.
Contrabandeou dinheiro sangue/CIA; Traficou diamantes e marfim de Angola;
Destruiu parte do Património de Portugal, durante o tempo em que comunistas e socialistas procediam à Destruição e ao Saqueio da Nação.
Em Abril de 1976 extinguiu a Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos (CTM), em simultâneo a Companhia Colonial de Navegação (CCN) e a Companhia Nacional de Navegação (CNN), no conjunto considerada uma das maiores e melhores Companhias de Navegação da Europa;
Corrompeu a Nação; Instituiu o Crime de Corrupção Activa e Passiva; Desrespeitou Leis;
Ofendeu publicamente um Magistrado da Justiça; Ofendeu publicamente um Oficial da Autoridade (GNR) quando este agente cumpria o seu dever;
E ao longo dos anos aproveitou-se de todos os portugueses contribuintes.

 A História do mundo prova que "Por menos crimes, foram mortos muitos homens".
                                                           


                                           Rogéria Gillemans

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