A"DESCOLONIZAÇÃO"ASSENTOU EM LEI ANÓNIMA AQUANDO DA EXISTÊNCIA DE GOVERNOS PROVISÓRIOS SEM LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL.
O processo da traição:
Este poderia muito adequadamente ser a designação de causa posta em tribunais sobre a (descolonização exemplar).
Talvez mais expressiva do que a da cadeia, será - O JUÍZO DA HISTÓRIA -.
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ANGOLA-RÚSSIA / PCP / CUBA.

A partir da tomada comunista de Fidel Castro, em 1959, Cuba passa a actuar em África sob o comando da Rússia (antiga União Soviética), na fomentação e implantação da ditadura da morte mandou criar campos e comunas para treino de terroristas, em Angola, em 1960, na fomentação e participação do terrorismo contava com o apoio do Partido Comunista Português (PCP) na clandestinidade.  
Cuba não se limitou a enviar armamento para o (MPLA, PAIGC, Frelimo, etc), mas também enviou militares.  Em 1969, Portugal captura na Guiné-Bissau o capitão cubano Pedro Rodriguez Peralta (libertado em 1974). As relações entre Portugal e Cuba entre 1974 e 1991 foram particularmente estreitas. Nos últimos dois meses de 1974, e início de 1975 Cuba seguindo as instruções da Rússia, envia para Angola centenas de milhares de soldados para apoiarem o (MPLA). Uma invasão apoiada por Portugal / PCP.
Entre 1974 e 1975 foram muitos os "militares" portugueses de Abril que se deslocavam a Cuba para se encontrarem com Fidel Castro, para afinarem as estratégias a seguir em Angola e em Portugal. Otelo Saraiva de Carvalho (chefe do COPCON), entre 21 e 30 de Julho de 1975, teve honras oficiais, sendo um dos oradores das comemorações oficiais do 26 de Julho, data que assinala o assalto ao Quartel Moncada e o início da revolta contra a ditadura de Fulgêncio Baptista. Rosa Coutinho, em Agosto de 1975, encontra-se em Havana com Fidel. Para acertar os detalhes da invasão cubana em grande escala. 
Em 1977 foi a vez do General Costa Gomes (ex- Presidente da República) se encontrar com o ditador cubano. O povo português já tinha recusado por completo o modelo cubano. Assinale-se o facto de em Maio de 2001, Cuba ter condecorado Vasco Gonçalves (antigo primeiro-ministro) com a Ordem "Playa Girón", pelo apoio que lhe deu em 1974/1975.
Entre 1974 e 1975 o PCP apostou na implantação em Portugal de um regime semelhante ao que existe em Cuba. Uma ideia acalentada pelos sectores das forças armadas portuguesas, que entre 1974 e 1975 criaram as condições para o êxito da invasão cubana de Angola (Rosa Coutinho, Vasco Gonçalves, Vasco Lourenço, Vitor Alves, Otelo Saraiva de Carvalho, etc).
Alguns meses antes da "Independência" de Angola (Nov.1975), Cuba reforça o número das suas tropas para este país. Os protestos são contínuos. A 22 de Abril de 1976, foi colocada uma bomba na Embaixada de Cuba em Lisboa, destruindo as instalações e matando dois diplomatas cubanos: Adriana Corcho e Efrén Monteagudo. O conflito angolano rapidamente se internacionalizou. Os cubanos só em 1991 abandonam Angola, deixando atrás de si um país devastado, saqueado, e cerca de dois milhões de mortos.



Rogéria Gillemans

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